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Minha cidade e meu povo

Eladia Blázquez

Mi ciudad y mi gente

Aunque me dé la espalda de cemento,
me mire transcurrir indiferente,
es ésta mi ciudad, ésta es mi gente...
y es el lugar donde a morir, me siento.

¡Buenos Aires!...
Para el alma mía no habrá geografía
mejor que el paisaje...
...de tus calles,
donde día a día me gasto los miedos,
las suelas y el traje...

No podría...
vivir con orgullo,
mirando otro cielo que no fuera el tuyo,
porque aquí me duele un tango
y el calor de alguna mano
¡y me cuesta tanto el mango que me gano!...
Porque soy como vos,
que se niega o se da;
¡te proclamo, Buenos Aires, mi ciudad!

Aunque me des la espalda de cemento,
me mires transcurrir indiferente;
¡te quiero!.... Buenos Aires, y a tu gente,,
y entre tu gente, sin querer, te encuentro,
me encuentro...
Porque soy como vos,
que se niega o se da;
¡te proclamo, Buenos Aires, mi ciudad!

Minha cidade e meu povo

Mesmo que você me vire as costas de concreto,
me veja passar indiferente,
essa é minha cidade, esse é meu povo...
e é o lugar onde, ao morrer, me sinto.

¡São Paulo!...
Para a minha alma não haverá geografia
melhor que a paisagem...
...das suas ruas,
donde dia após dia eu gasto os medos,
as solas e o terno...

Não conseguiria...
viver com orgulho,
olhando para outro céu que não fosse o seu,
porque aqui me dói um samba
e o calor de alguma mão
e me custa tanto o dinheiro que eu ganho!...
Porque sou como você,
que se nega ou se entrega;
¡te proclamo, São Paulo, minha cidade!

Mesmo que você me vire as costas de concreto,
me veja passar indiferente;
¡eu te amo!... São Paulo, e seu povo,
e entre seu povo, sem querer, te encontro,
eu me encontro...
Porque sou como você,
que se nega ou se entrega;
¡te proclamo, São Paulo, minha cidade!

Composição: Poly (Ar)