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Dá Licença, Bastiana?

Elisa Lucinda

Letra

    Vim te pedir, mulher
    seu filho um pouquinha
    seu filho um cadinho
    pra brincar comigo.
    Ah, Bastiana é só por carinho
    que vim te implorar
    Juro! Não vou machucar
    Ai, Tiana tá danado
    Você pode compreender
    eu vim pedir emprestado
    esse fruto abusado
    de sua enorme paixão
    Eu não quero ter ele não
    Se tiver posso perder
    como já perdi a razão.
    Eu vim pedir
    teu curumim pra mim
    por uns tempos longos por dentro
    Quero ele só um pouquinho...
    O quê?
    Ele diz que pra mim não existe pouquinho?
    Mas tá mentindo, Tiana,
    você sabe, vou devolver...
    Quero fazer com ele um filme pra televisão
    Quero ir com ele cantar no Canecão
    e a gente vira cinema
    na cara de toda Nação
    Ai, Bastiana, não diga que não!
    Se ele chupou seus peitinhos
    eu também quero
    Lá em casa tem uma rede que é pra ninar ele
    Se ele dormiu no seu colo
    eu também quero
    Ai, Tiana como te venero!
    Parece apelação
    mas é mais desespero de nega enfeitiçada
    que sente no couro
    o que é pedir para si
    o filho dos outros.

    Já sei:
    A gente grava junto um disco
    só pra tocar na sua vitrola.
    No domingo ele ia pra aí
    só pra comer do seu pudim
    e molhar a boca na sua galinha ensopada
    Eu deixava
    Cheia de felicidade
    Espalhada na cidade, num grande out-door
    Pedindo pros deuses pra que falte dor
    Ai, Tiana, open the door, por favor!
    Eu até prometia:
    a netinha, viria linda um dia
    se você tivesse a gentilieza
    de me emprestar essa represa
    que é onde foi dar o meu coração.

    Entenda Tiana:
    Não quero tua solidão
    e tampouco quero a minha
    Essa é a situação.
    Mas a culpa é sua!
    Quem mandou fazer bem feito?
    Os olhinhos puxadinhos
    a boca, o umbiguinho.
    a mão suave de armarinho
    a voz e até o carinho.
    Podia até ser caprichosa, mulher
    sem precisar exagerar
    Mas você passou da dose
    fez acabamento
    e até na pele ton-sur-ton.

    Vim pedir teu filho um cadinho
    pra brincar comigo até o sol nascer.
    Eu vim pedir o seu.
    Um dia vão levar o meu
    sem nem pedir, sem nada.
    Porque a gente é só mesmo mala
    dessa tal criação
    dessa tal criatura
    e não vês a verdura desse meu olhar?

    Ai, Tiana, me desculpe, eu vou entrando...
    Me desculpe, eu vou levar.


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