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Preto e Branco

Elisa Rego

Blanco y Negro

En degrade de colores
Va la vida
Van señores

Siempre comienza en rosado
Pero se va degradando
Hasta dar un negro intenso
Que nos ciega el intelecto
Y que al pasar de los años
Descubrimos que está muerto

En mil matices de grises
Nos hacemos cicatrices
Y hasta en el tiempo de sexo, deliramos nos cansamos

Y cuando ya nos dormimos
Con gran dolor descubrimos
Soñar no es cosa de tontos
Ocho horas más pedimos

En blanco y negro quedamos
Claroscuro desperfecto
Las líneas no se definen
Ni las ganas son pretexto

Y si de culpa se trata
Nadie es guardian de su sexo
Jugamos a hacer la vida
Y pedimos el momento

Y si de culpa se trata
Nadie es guardián de su sexo
Jugamos a hacer la vida
Y pedimos el encuentro

Preto e Branco

Em degradê de cores
Vai a vida
Vão os senhores

Sempre começa em rosa
Mas vai se apagando
Até dar um preto intenso
Que cega nosso intelecto
E que com o passar dos anos
Descobrimos que tá morto

Em mil matizes de cinza
Ficamos com cicatrizes
E até no tempo de sexo, deliramos, nos cansamos

E quando já estamos dormindo
Com grande dor descobrimos
Sonhar não é coisa de otário
Oito horas a mais pedimos

Em preto e branco ficamos
Claroscuro defeito
As linhas não se definem
Nem as vontades são pretexto

E se a culpa é o que importa
Ninguém é guardião do seu sexo
Brincamos de viver a vida
E pedimos o momento

E se a culpa é o que importa
Ninguém é guardião do seu sexo
Brincamos de viver a vida
E pedimos o encontro

Composição: José Ignacio Martín (Chuo)