Les Bêtises
[Parlé]
Prête, je bats des cils et toi en retraite.
Je prétends somnoler, tu prépares l'échappée.
Tu files à pas froissés, je gis là sous les draps, la peau logée
Sous la soie dérangée, t'écoutes te dérober.
Pour fuir au mieux, fuyons cachés.
Ne permets nul éclat de voix ou bruit de pas, déguerpis.
De guerre lasse, je suis ta fugue au saut du lit.
La clé dans la fêlure, l'insolente porte est close.
À la serrure, mon oeil, mon oeil guigne à sa guise la mère partie, remise.
Pour faire l'adieu, restons gâchés.
Il est quatre heures quarante-huit, tu détales à quitter
De mes poursuites vaines. Et le corps agité, je vais tout ravager.
Pour vivre à deux, vivons fâchés. Tu es parti.
Pour vivre heureux, vivons fâchés. Vivons fâchés. Vivons fâchés.
[Chanté]
Fallait pas me quitter, tu vois, il est beau le résultat.
Je ne fais rien que des bêtises, des bêtises quand t'es pas là.
J'ai tout mangé le chocolat, j'ai tout fumé les Craven A.
Et comme t'étais toujours pas là, j'ai tout vidé le rhum-coca.
J'ai tout démonté tes tableaux, j'ai tout découpé les rideaux.
Tout déchiré tes belles photos que tu cachais dans ton bureau.
Fallait pas me quitter, tu vois, il est beau le résultat.
Je ne fais rien que des bêtises, des bêtises quand t'es pas là.
Fallait pas gâcher mon coeur, me laisser sans baby-sitter.
Je ne fais rien que des bêtises, des bêtises quand mes yeux pleurent.
J'ai tout démonté le bahut, j'ai tout bien étalé la glu.
Comme t'es toujours pas revenu, j'ai tout haché menu menu.
J'ai tout démonté le tapis, j'ai tout scié les pieds du lit.
Tout décousu tes beaux habits que tu cachais dans ta penderie.
Fallait pas me quitter, tu vois, il est beau le résultat.
Je ne fais rien que des bêtises, des bêtises quand t'es pas là.
Fallait pas gâcher mon coeur, me laisser sans baby-sitter.
Je ne fais rien que des bêtises, des bêtises quand mes yeux pleurent.
(Instrumental)
Fallait pas me quitter, tu vois, il est beau le résultat.
Je ne fais rien que des bêtises, des bêtises quand t'es pas là.
As Besteiras
[Falando]
Pronta, eu bato os cílios e você se retira.
Eu finjo que estou dormindo, você se prepara pra escapar.
Você sai com passos leves, eu fico aqui deitada, a pele acomodada
Sob a seda bagunçada, você escuta e se esconde.
Pra fugir melhor, vamos nos esconder.
Não permita nenhum grito ou barulho, vaza.
Cansada de tudo, eu sigo sua fuga ao pular da cama.
A chave na fenda, a porta insolente está fechada.
Na fechadura, meu olho, meu olho espreita à vontade a mãe que foi, voltou.
Pra dar tchau, vamos ficar bagunçados.
São quatro e quarenta e oito, você sai correndo pra ir embora
Das minhas perseguições em vão. E com o corpo agitado, eu vou destruir tudo.
Pra viver a dois, vamos viver brigados. Você foi embora.
Pra viver feliz, vamos viver brigados. Vivamos brigados. Vivamos brigados.
[Cantando]
Não era pra você me deixar, vê, o resultado tá bonito.
Eu só faço besteira, besteira quando você não tá aqui.
Eu comi todo o chocolate, fumei todos os Craven A.
E como você ainda não tinha voltado, eu bebi todo o rum com coca.
Desmontei todos os seus quadros, cortei todas as cortinas.
Rasguei todas as suas fotos lindas que você escondia na sua mesa.
Não era pra você me deixar, vê, o resultado tá bonito.
Eu só faço besteira, besteira quando você não tá aqui.
Não era pra estragar meu coração, me deixar sem babá.
Eu só faço besteira, besteira quando meus olhos choram.
Desmontei o armário, espalhei bem a cola.
Como você ainda não voltou, eu cortei tudo em pedacinhos.
Desmontei o tapete, serrei os pés da cama.
Desfiz suas roupas bonitas que você escondia no seu guarda-roupa.
Não era pra você me deixar, vê, o resultado tá bonito.
Eu só faço besteira, besteira quando você não tá aqui.
Não era pra estragar meu coração, me deixar sem babá.
Eu só faço besteira, besteira quando meus olhos choram.
(Instrumental)
Não era pra você me deixar, vê, o resultado tá bonito.
Eu só faço besteira, besteira quando você não tá aqui.
Composição: Sylvain Lebel, Dominique Pankratoff