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Havia um menino

Emerson Calejon

Havia um menino com a mente em trovão
Correndo mais rápido que a própria canção
Um nevoeiro denso na rua da infância
E um mundo que andava em outra constância
O mundo lá fora perdia o matiz
Deixando por dentro a sua cicatriz

Vieram os anos num vale de espera
A alma buscando a sua primavera
Em livros antigos, a chave e o farol
E em acordes tristes, um novo sol
A força nascia na ausência de plateia
Tecendo a mais pura e nobre odisseia

Mas dentro do peito, uma melodia
Guardada em silêncio, me dava anistia
E eu me remendei com os fios da fé
Pra ficar de novo, com a alma de pé
Aprendi a ser meu refúgio e meu lar
E fiz da minha força o meu próprio altar

Até que uma luz, num instante de prece
Mostrou que a tormenta por fim arrefece
Um sopro de alívio, um calor de repente
Lavando as feridas da alma e da mente
E o guerreiro interno, que estava guardado
Desperta mais forte, por tudo o que foi passado

Pois dentro do peito, floriu a melodia
Que antes em silêncio, me dava anistia
E eu me remendei com os fios da fé
Pra ficar de novo, com a alma de pé
Aprendi a ser meu refúgio e meu lar
E fiz da minha força o meu próprio altar


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