exibições de letras 85

São Paulo Dos Marginais (part. Rincon Sapiência & Xis)

Engrenagem Urbana

Letra

    Velha cidade São Paulo
    A séculos devorando sonhos
    Calando as vozes tapando olhos
    Subindo muros

    Apreciando o envelhecimento
    Dessas almas
    De vão em vão na multidão
    Escapando do tédio

    Nos arredores prédios
    Antigas alvenarias
    Ferragens ferrugens garoa
    Tijolo concreto

    Cinza do asfalto
    Contrasta com solado preto
    Cinza do céu predomina
    Teto dos flagelados

    E nas esquinas
    Bem onde o amor se perdeu
    É nas esquinas
    Bem onde o lucro vem do corpo

    Protegido do sereno
    Embaixo do toldo
    A luz neon
    O cigarro de cravo ostenta

    Atenta angélica jardins augusta
    Violenta pacifica inocente astuta
    Linda horrenda na ótica dos medíocres
    Ofenda o orgulho da cidade cinza

    Tempo rei, tempo rei, tempo rei
    São Paulo é a cidade dos sonhos

    Sampa leste, onde o Sol nasce
    Tudo nos conformes quando o Sol dorme
    A noite veste estrelas com classe
    Nada de uniforme inspiração enorme

    Perto das damas
    Longe dos cops
    Copos hábito
    Pro hálito um dropes

    Ops chops molha meu bigode
    Me trás a vontade de fazer o que não pode
    O bem mete mala
    Pecado é simpático

    Sequencia de um pecado
    O clima é dramático
    Sampa, aula, ensino de didático
    Esquenta e ela molha, o mergulho aquático, oh

    Cidade dos prazeres lazeres
    Mas sem os afazeres não terá esses poderes
    Pedras, flores
    Traços cores sampa
    Falta harmonia entre os seres

    Tempo rei, tempo rei, tempo rei
    São Paulo é a cidade dos sonhos

    Sonho meu
    Até parece que foi sonho meu
    Igualdade para todos
    Nesse mundo meu

    Orra meu
    Tem maloca que vem da favela
    Orra meu
    Tem playboy que não vale uma vela
    Pode cre!
    Na viela seu destino é incerto
    Vai saber!
    Na paulista é dinheiro é protesto
    Quero vê!
    Um olhar de esperança no metro lotado
    Vai chover!?
    Na TV meu bairro inundado

    Santo rei, santo Paulo de tarso romano
    Abençoai o santo fluxo minas e manos
    Refugiados na Bolívia escravos africanos
    Assassinados brutalmente no cotidiano
    Eu tenho um plano!

    Vou explodir o borba gato
    Vou invadir o seu palácio
    Com zikas e ratos
    Na alvorada do amanhã
    Honrar o seu passado
    Na pauliceia desvairada
    Ser o seu legado apelidado

    Tempo rei, tempo rei, tempo rei
    São Paulo é a cidade dos sonhos”

    São Paulo é multidão
    São Paulo é solidão
    É desencontro
    É desatino inspiração

    Cidade santa sim
    Cidade puta sim
    Terra do nunca
    De valor pagão
    La fora escuta passos da procissão ih
    Alguma coisa acontece no meu coração

    Vigarista agiota
    Paulistano violeiro
    Imigrantes nordestinos
    Argentinos e chilenos
    Estudante arrogante
    Ambulante passageiro
    Visitante militares
    Ciganos trambiqueiros
    Traficante travesti
    Meretriz e banqueiro
    Um crucifixo uma prece
    E um juramento
    No banco da igreja

    Se confessa ao padre
    (Amem)
    No banco do boteco
    Se confessa ao garçom
    (Mais um)
    Pois pouco importa o sacerdote
    O uniforme
    Se o importante é o fato
    Dos nossos pecados

    Composição: Rincon Sapiencia / Samuel Porfirio. Essa informação está errada? Nos avise.

    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Engrenagem Urbana e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção