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TINHA QUE SER VOCÊ

ENOL

TENÍAS QUE SER TÚ

Imagina lo mujeriego que soy
Que me enamoré dos veces de ti
La segunda fue la noche que te vi
La primera, la primera que te vi
Aquel verano tú tenías otros amores
Así que dejaste el mío para septiembre
No olvidaste mi nombre, ni el cuando ni el dónde
Y cometiste el error de conocerme
Viniste a casa con dos copas encima
Con la única misión de desvestirme
Y antes de irte a la mañana siguiente
Me soltaste un 'hasta pronto' al despedirte

Qué más me da con quién te acueste
Si con ninguno hablas de ti
Qué más me da con quién vuelvas de fiesta si con nadie más volverías a salir
Y al final
Siempre serás tú
Tenías que ser tú

Sin quererlo, sin comerlo ni beberlo
Lo esporádico se convirtió en rutina
Sospechoso habitual en tu portal
Archienemigo número uno de tu vecina de arriba
Entre canciones de Robe y de Sabina
Te robé casi un añito de tus veinte
Un delincuente con el alma en carne viva
Y las pupilas dilatadas de tanto quererte
Viniste a casa con dos copas encima
Con la única misión de despedirte
Y antes de irte a la mañana siguiente
Supe que nunca jamás iba a ser libre

Qué más te da con quién me acueste
Si con ninguna hablo de mí
Qué más te da con quién vuelva de fiesta si con nadie más me permito sentir
Y al final
Siempre serás tú
Tenías que ser tú

TINHA QUE SER VOCÊ

Imagine o quanto eu sou mulherengo
Que eu me apaixonei por você duas vezes
A segunda foi a noite em que te vi
A primeira, a primeira vez que te vi
Naquele verão você teve outros amores
Então você deixou o meu para setembro
Você não esqueceu meu nome, nem quando nem onde
E você cometeu o erro de me conhecer
Você chegou em casa com duas bebidas
Com a única missão de me despir
E antes de você sair na manhã seguinte
Você disse "até breve" quando se despediu

Não me importa com quem você dorme
Se você não fala sobre si mesmo com ninguém
O que me importa com quem você vai voltar para a festa se você não sairia com mais ninguém?
E no final
Sempre será você
Tinha que ser você

Sem querer, sem comer ou beber
O esporádico virou rotina
Suspeito habitual no seu portal
O arqui-inimigo número um do seu vizinho de cima
Entre canções de Robe e Sabina
Eu roubei quase um ano dos seus vinte anos
Um criminoso com uma alma crua
E as pupilas dilataram de tanto te amar
Você chegou em casa com duas bebidas
Com a única missão de dizer adeus a você
E antes de você sair na manhã seguinte
Eu sabia que nunca seria livre

O que te importa com quem eu durmo?
Se eu não falo de mim com ninguém
O que te importa com quem eu volto da festa se eu não me permito sentir nada por mais ninguém?
E no final
Sempre será você
Tinha que ser você