395px

O Mundo Não Tem Idade

Enrico Ruggeri

Il Mondo Non Ha Età

Il mondo non era mio
ma c'era un mondo che mi guardava
e sorridendomi a modo suo
era già un mondo che mi aspettava.
E io che volavo via
con troppo vento sulla mia faccia.
Ma lo spettacolo della vita,
ti piaccia o non ti piaccia,
è un gran romanzo breve che ti scrivi da te.

Il mondo non era ancora
quella grande scacchiera complessa;
dovevo osservarla la vita, quella signora,
con la mia faccia perplessa.
E intanto si svolgeva attorno a me
la prima pantomima,
come in quei dormitori alla mattina
quando piove.

Perchè il mondo non ha età,
spalanca il suo sipario;
sfoglia un calendario e resta lì.
C'è una scena immobile
attorno ad una stanza;
cambia d'importanza come noi
e come noi si trasforma.

E il mondo sapeva già
cosa mi stava riservando,
nel retrogusto di una città
nella quale mi stavo ambientando.
E intanto restavo lì
con il primo di tanti fogli in mano;
sarebbero state le circostanze
a spingerli lontano
con un percorso strano che si scrive da sé.

E il mondo che diventava
il grande teatro delle incertezze;
semplicemente si complicava
tra gesti immobili e debolezze.
Così cresceva piano dentro me
la stessa meraviglia,
per come a volte il mondo si somiglia
quando vuole.

Perchè il mondo non ha età,
distribuisce e toglie;
coglie fiori che volano via.
Quasto mondo non ha età
e cambia gli orizzonti
agli ospiti paganti come noi,
che ci mettiamo a sedere
fino a quando c'è da guardare,
fino a quando ci fanno
restare qui

O Mundo Não Tem Idade

O mundo não era meu
mas havia um mundo que me observava
e sorrindo do seu jeito
já era um mundo que me esperava.
E eu que voava longe
com muito vento no meu rosto.
Mas o espetáculo da vida,
te goste ou não te goste,
é um grande romance curto que você escreve pra si.

O mundo ainda não era
aquele grande tabuleiro complexo;
eu precisava observar a vida, essa senhora,
com meu rosto perplexo.
E enquanto isso se desenrolava ao meu redor
a primeira pantomima,
como nas repúblicas de manhã
quando chove.

Porque o mundo não tem idade,
abre seu pano;
folheia um calendário e fica ali.
Há uma cena imóvel
em volta de um quarto;
muda de importância como nós
e como nós se transforma.

E o mundo já sabia
o que me reservava,
no retrogosto de uma cidade
na qual eu estava me ambientando.
E enquanto isso eu ficava ali
com a primeira de muitas folhas na mão;
são as circunstâncias
que as empurram pra longe
com um caminho estranho que se escreve sozinho.

E o mundo que se tornava
o grande teatro das incertezas;
simplesmente se complicava
entre gestos imóveis e fraquezas.
Assim crescia devagar dentro de mim
a mesma maravilha,
pelo jeito que às vezes o mundo se parece
quando quer.

Porque o mundo não tem idade,
distribui e tira;
colhe flores que voam pra longe.
Esse mundo não tem idade
e muda os horizontes
para os hóspedes pagantes como nós,
que nos sentamos
até quando há o que observar,
fins quando nos fazem
ficar aqui.

Composição: