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Que Temperamento!

Enrico Ruggeri

Che Temperamento!

Tu che sai combattere e di notte
riesci a farti rispettare,
tieni tra le unghie i tuoi ricordi
ed una bocca da baciare.
Gambe molto lunghe come
il corso dei pensieri di domani
e tra le mani un complice:
quella tua curiosità.

Certi mutamenti di percorso
non ti fanno divertire,
senti nello stomaco quel morso
e c'è una vita da capire.
Parli ma ti stai abbandonando
a sogni un pò pericolosi:
i coraggiosi tremiti
della clandestinità.

Che temperamento nelle donne
quando vogliono l'amore!
Quando tira vento di magia,
quando rimangono da sole
a cercare primavere.
Molto più violento dello sguardo
di animale predatore,
con un tocco nuovo di follia
quando si fanno fare male;
ma non vogliono morire,
morire mai!

Tu che riesci a correre e raggiungere
piuttosto che aspettare,
tu che sai lasciare certi segni
e non ti fai dimenticare.
Quante strade ancora proveresti
per sentire quel rspiro,
così sincero e fragile
se non ti deluderà.

Che temperamento nelle donne,
quando inseguono la vita!
Quando c'è bisogno di un'idea
ed è rimasta tra le dita
una foto che scolora.
Quanto movimento nella voglia
di non essere finita.
Certi veli di malinconia
che non le fanno respirare,
ma non vogliono cadere.

Che temperamento nelle donne
quando vogliono l'amore!
Quando tira vento di magia,
quando rimangono da sole
a cercare primavere.

Che temperamento nelle donne
quando vivono l'amore!
Quando tira vento di magia,
quando si fanno fare male,
ma non vogliono morire,
morire mai!
Morire mai!

Que Temperamento!

Você que sabe lutar e à noite
consegue se fazer respeitar,
tem entre as unhas suas memórias
e uma boca pra beijar.
Pernas muito longas como
o fluxo dos pensamentos de amanhã
e entre as mãos um cúmplice:
aquela sua curiosidade.

Certas mudanças de caminho
não te fazem se divertir,
sente no estômago aquela dor
e há uma vida pra entender.
Você fala, mas está se entregando
a sonhos um pouco perigosos:
os corajosos tremores
da clandestinidade.

Que temperamento nas mulheres
quando querem amor!
Quando sopra o vento da magia,
quando ficam sozinhas
a procurar primaveras.
Muito mais violento que o olhar
de um animal predador,
com um toque novo de loucura
quando se deixam machucar;
mas não querem morrer,
morrer nunca!

Você que consegue correr e alcançar
em vez de esperar,
você que sabe deixar certas marcas
e não se faz esquecer.
Quantas estradas ainda tentaria
pra sentir aquele suspiro,
tão sincero e frágil
se não te decepcionar.

Que temperamento nas mulheres,
quando perseguem a vida!
Quando há necessidade de uma ideia
e ficou entre os dedos
uma foto que desbota.
Quanta movimentação na vontade
de não estar acabada.
Certos véus de melancolia
que não as deixam respirar,
mas não querem cair.

Que temperamento nas mulheres
quando querem amor!
Quando sopra o vento da magia,
quando ficam sozinhas
a procurar primaveras.

Que temperamento nas mulheres
quando vivem o amor!
Quando sopra o vento da magia,
quando se deixam machucar,
mas não querem morrer,
morrer nunca!
Morrer nunca!

Composição: