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A Oração do Louco

Enrico Ruggeri

La Preghiera Del Matto

Io sono l'ospite che vaga dentro ad un cortile
con il pensieo lento più del passo,
come un maiale nero abbandonato in un porcile
a cui si tira un sasso.

I miei ricordi del passato non ho più
per il troppo dormire.
E' tutto quanto confiscato e non c'è più:
l'hanno fatto sparire.

Oh Gesù mio, figlio di Dio,
abbi pietà di tuo figlio.
Oh Gesù mio, oh Gesù mio,
lascia un sorriso per me.

Io sono il peso su coscienze poco attente alla vita,
opulente e sposate tra loro.
Sono la carta rovinata dentro alla partita,
canto fuori dal coro
e mangio pane a bevo vino che non ha
più quel santo sapore
e devo chiudere la porta sopra al mio
vergognoso dolore.

Oh Gesù mio, figlio di Dio,
abbi pietà di tuo figlio.
Oh Gesù mio, oh Gesù mio,
lascia un sorriso per me.

Oh Gesù mio, figlio di Dio,
abbi pietà di tuo figlio.
Oh Gesù mio, oh Gesù mio,
lascia un sorriso per me.

Sono il custode di una cattedrale abbandonata
senza minimi cenni di vita.
Sono la rondine a cui l'ala è stata frantumata
ad estate finita.
Nella voragine dei miei silenzi c'è
il destino di un uomo,
ma della voglia di morire chiusa in me
io non chiedo perdono.

Oh Gesù mio, figlio di Dio,
abbi pietà di tuo figlio.
Oh Gesù mio, oh Gesù mio,
lascia un sorriso per me.

Oh Gesù mio, figlio di Dio,
abbi pietà di tuo figlio.
Oh Gesù mio, oh Gesù mio,
lascia un sorriso per me

A Oração do Louco

Eu sou o visitante que vaga dentro de um pátio
com o pensamento lento mais que o passo,
como um porco preto abandonado em um chiqueiro
que recebe uma pedrada.

Minhas lembranças do passado não tenho mais
por ter dormido demais.
Está tudo confiscado e não existe mais:
fizeram tudo sumir.

Oh meu Jesus, filho de Deus,
tenha piedade do seu filho.
Oh meu Jesus, oh meu Jesus,
deixe um sorriso pra mim.

Eu sou o peso em consciências pouco atentas à vida,
opulentas e casadas entre si.
Sou o papel estragado dentro da partida,
canto fora do coro
e como pão e bebo vinho que não tem
mais aquele sabor sagrado
e preciso fechar a porta sobre meu
vergonhoso sofrimento.

Oh meu Jesus, filho de Deus,
tenha piedade do seu filho.
Oh meu Jesus, oh meu Jesus,
deixe um sorriso pra mim.

Oh meu Jesus, filho de Deus,
tenha piedade do seu filho.
Oh meu Jesus, oh meu Jesus,
deixe um sorriso pra mim.

Sou o guardião de uma catedral abandonada
sem nenhum sinal de vida.
Sou a andorinha a quem a asa foi quebrada
quando o verão acabou.
Na voragem dos meus silêncios há
o destino de um homem,
mas da vontade de morrer que está em mim
eu não peço perdão.

Oh meu Jesus, filho de Deus,
tenha piedade do seu filho.
Oh meu Jesus, oh meu Jesus,
deixe um sorriso pra mim.

Oh meu Jesus, filho de Deus,
tenha piedade do seu filho.
Oh meu Jesus, oh meu Jesus,
deixe um sorriso pra mim.

Composição: Enrico Ruggeri