Senza Terra
Non sono stato mai in un ristorante;
al cinema o a ballare,
non sono stato mai.
Il mare io l'ho visto solamente
illuminato a giorno dai mortai.
La notte quando ho freddo stringo forte
la donna che non guardo
in faccia quasi più,
ma quando camminiamo nel silenzio
io ascolto più in su.
Scende l'orizzonte sulla valle;
figli senza casa sulle nostre spalle,
figli di una terra che non c'è,
figli come me, soli come me.
Scende l'orizzonte sulla valle ancora.
In questo lungo viaggio verso il niente,
avessi una speranza
magari pregherei.
E intanto quei soldati d'occidente
stanno commemorando i loro eroi.
Il vento che trasporta una canzone
che parte dal passato,
lontana litania,
sorvola questo lento carrozzone
e poi scivola.
Scende l'orizzonte sulle tende,
fredda quella mano che la notte scende;
porta la carezza dell'addio.
Resto solo io,resto solo io.
Scende l'orizzonte sulle tende
senza Dio.
Il mondo ci abbandona
dentro a un mare di domande;
la voce è ancora buona
ma nessuno ci risponde.
La strada è ancora fuori dalle carte,
non sappiamo dove và;
l'ultima luce verrà.
Scende l'orizzonte sulla valle;
figli senza casa sulle nostre spalle,
figli di una terra che non c'è,
figli come me, soli come me.
Scende l'orizzonte sulla valle ancora.
Scende l'orizzonte sulla valle,
scende l'orizzonte sulla valle ancora. (2 volte)
Sem Terra
Nunca estive em um restaurante;
no cinema ou dançando,
nunca estive.
O mar eu só vi
iluminado de dia pelos canhões.
À noite, quando tenho frio, aperto forte
a mulher que quase não olho
mais no rosto,
mas quando caminhamos em silêncio
eu escuto mais acima.
Desce o horizonte sobre o vale;
filhos sem casa nas nossas costas,
filhos de uma terra que não existe,
filhos como eu, sozinhos como eu.
Desce o horizonte sobre o vale de novo.
Nesta longa viagem rumo ao nada,
se eu tivesse uma esperança
quem sabe eu rezaria.
E enquanto isso, aqueles soldados do ocidente
estão comemorando seus heróis.
O vento que traz uma canção
que vem do passado,
lágrima distante,
sobrevoa este lento vagão
e depois desliza.
Desce o horizonte sobre as tendas,
fria aquela mão que desce à noite;
traz o carinho da despedida.
Fico só eu, fico só eu.
Desce o horizonte sobre as tendas
sem Deus.
O mundo nos abandona
dentro de um mar de perguntas;
a voz ainda é boa
mas ninguém nos responde.
A estrada ainda está fora dos mapas,
não sabemos pra onde vai;
a última luz virá.
Desce o horizonte sobre o vale;
filhos sem casa nas nossas costas,
filhos de uma terra que não existe,
filhos como eu, sozinhos como eu.
Desce o horizonte sobre o vale de novo.
Desce o horizonte sobre o vale;
desce o horizonte sobre o vale de novo.