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Que o amor não admite reflexões complicadas

Bunbury

Que el amor no admite cuerdas reflexiones

Señora, Amor es violento,
y cuando nos transfigura
nos enciende el pensamiento
la locura.

No pidas paz a mis brazos
que a los tuyos tienen presos:
son de guerra mis abrazos
y son de incendio mis besos;
y sería vano intento
el tornar mi mente obscura
si me enciende el pensamiento
la locura.

Clara está la mente mía
de llamas de amor, señora,
como la tienda del día
o el palacio de la aurora.
Y el perfume de tu ungüento
te persigue mi ventura,
y me enciende el pensamiento
la locura.

Señora, Amor es violento,
y cuando nos transfigura
nos enciende el pensamiento
la locura.*

Mi gozo tu paladar
rico panal conceptúa,
como en el santo Cantar:
Mel et lac sub lingua tua
La delicia de tu aliento
en tan fino vaso apura,
y me enciende el pensamiento
la locura.

Que o amor não admite reflexões complicadas

Senhora, o amor é violento,
e quando nos transforma
acende o pensamento
na loucura.

Não peça paz aos meus braços
que aos seus estão aprisionados:
são de guerra meus abraços
e são de incêndio meus beijos;
e seria um esforço em vão
tentar clarear minha mente obscura
se me acende o pensamento
na loucura.

Clara está minha mente
de chamas de amor, senhora,
como a tenda do dia
o palácio da aurora.
E o perfume do seu ungüento
persegue minha sorte,
e me acende o pensamento
na loucura.

Senhora, o amor é violento,
e quando nos transforma
acende o pensamento
na loucura.*

Meu prazer é seu paladar
rico como um mel de abelha,
como no Cântico dos Cânticos:
Mel e leite sob sua língua.
A delícia do seu hálito
em tão fino copo se esgota,
e me acende o pensamento
na loucura.

Composição: Bunbury Enrique