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Pão e Água

Enrique Cadícamo

A pan y agua

En mi triste evocación surge
el tiempo que se fue.
¡Cuántos años han pasado
y parece que fuera ayer!
¿Dónde está la que amé?
¿Dónde está la que olvidé?
El recuerdo me entristece
y anochece en mi corazón.

Viejo Palermo de entonces
hoy regresas a mi mente.
Cuántos amigos ausentes
como yo recordarán...
esas noches de verbena,
esas noches de alegría,
y este tango que se oía
entre copas de champán...

(Hablado) A pan y agua...

Tango que viene de lejos
a acariciar mis oídos
como un recuerdo querido
con melancólicos dejos.
Tango querido de ayer,
qué ventarrón te alejó.
Junto con ella te has ido
y hoy la trae tu evocación.

Pão e Água

Na minha triste lembrança surge
o tempo que se foi.
Quantos anos se passaram
e parece que foi ontem!
Onde está aquela que amei?
Onde está aquela que esqueci?
A lembrança me entristece
e anoitece em meu coração.

Velho Palermo de antigamente
oh, você volta à minha mente.
Quantos amigos ausentes
como eu vão lembrar...
essas noites de festa,
essas noites de alegria,
e esse tango que se ouvia
entre taças de champanhe...

(Falado) A pão e água...

Tango que vem de longe
a acariciar meus ouvidos
como uma lembrança querida
com toques de melancolia.
Tango amado de ontem,
que ventania te levou.
Junto com ela você se foi
e hoje sua lembrança a traz.

Composição: Juan Carlos Cobian