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Cantora

Enrique Cadícamo

Cancionera

Naciste en el patio engalanado
de un barrio consagrado
de guapo y cantor.
Naciste al conjuro de guitarras
y el techo de las parras
temblando te cubrió...
Después te hiciste grande, cancionera,
y en la cita palmera
te hirió el primer amor...
y entonces con tus cantos te volcaste
y todo engalanaste
con tu canción.

Cancionera
banderita del suburbio.
Poema turbio
florecido de emoción...
De los barrios sos el alma... ¡Cancionera!
y tu musa sensiblera
nos perfuma el corazón...
Tu acervo es lo que, canta el pueblo entero.
tu voz es un coplero
de lírico soñar...
vos sos como un emblema, cancionera
y llevás altanera,
la fuerza de un cantar...
Por eso es que en el barro que naciste
hay algo que perdiste,
y es tu primer amor....
Debajo de los viejos emparrados
por siempre se ha enredado
tu corazón.

Cantora

Você nasceu no pátio enfeitado
De um bairro consagrado
De valentão e cantor.
Você nasceu ao som das guitarras
E o teto das parreiras
Tremendo te cobriu...
Depois você cresceu, cantora,
E no encontro sob as palmeiras
Te feriu o primeiro amor...
E então, com suas canções, você se entregou
E tudo enfeitou
Com sua canção.

Cantora
Bandeirinha do subúrbio.
Poema turvo
Florescendo de emoção...
Dos bairros, você é a alma... Cantora!
E sua musa sensível
Perfuma nosso coração...
Seu acervo é o que canta o povo inteiro.
Sua voz é um trovador
De sonhos líricos...
Você é como um emblema, cantora
E leva altaneira,
A força de um cantar...
Por isso, no barro onde nasceu
Há algo que você perdeu,
E é seu primeiro amor...
Debaixo das velhas parreiras
Para sempre se enredou
Seu coração.

Composição: Enrique Cadícamo