Compardón
Compadrito a la violeta,
si te viera Juan Malevo
qué calor te haría pasar.
No tenés siquiera un cacho
de ese barro chapaleado
por los mozos del lugar.
El escudo de los guapos
no te cuenta entre sus gules
por razones de valer.
Tus ribetes de compadre
te engrupieron, no lo dudes.
¡Ya sabrás por qué!
Compadrón
prontuariado de vivillo
entre los amigotes que te siguen,
sos pa' mí, aunque te duela,
compadre sin escuela, retazo de bacán.
Compadrón,
cuando quedes viejo y solo (¡Colo!)
y remanyes tu retrato (¡Gato!),
notarás que nada has hecho...
Tu berretín deshecho
verás desmoronar.
En la timba de la vida
sos un punto sin arrastre
sobre el naipe salidor,
y en la cancha de este mundo
sos un débil pa'l biabazo,
el chamuyo y el amor.
Aunque busques en tu verba
pintorescos contraflores
pa' munirte de cachet,
yo me digo a la sordina
¡Dios te ayude, compadrito
de papel maché!
Compadre
Compadre na violeta,
se te Juan Malevo visse
que calor você ia passar.
Nem um pedaço você tem
naquele barro pisoteado
pelos rapazes do lugar.
O escudo dos valentes
não te conta entre seus gules
por razões de valor.
Teus detalhes de compadre
te enganaram, não duvide.
Você já sabe por quê!
Compadre,
procurado por ser esperto
entre os amigos que te seguem,
você é pra mim, mesmo que doa,
compadre sem escola, pedaço de bacana.
Compadre,
quando você ficar velho e sozinho (¡Colo!)
e olhar seu retrato (¡Gato!),
você vai notar que não fez nada...
Teu sonho desfeito
você verá desmoronar.
Na jogatina da vida
você é um ponto sem arrasto
sobre o baralho que sai,
e na quadra deste mundo
você é fraco pra um golpe,
o papo e o amor.
Mesmo que busque em sua fala
pintorescos contratempos
pra se encher de prestígio,
eu me digo em silêncio
que Deus te ajude, compadre
de papel machê!
Composição: Enrique Cadícamo