Mañanitas de mi Pampa
Se oye trinar al jilguero
en la enramada vecina
y junto a la sina-sina
alegre canta el hornero.
Va aclarando en el sendero
porque allá, por la cuchilla,
un sol de boina amarilla
madruga a lo chacarero...
Mañanitas
de mi Pampa...
Oye mi silbo resero:
(silbido)...
arreando leguas y tropas
siempre voy
soñando sobre mi overo...
Mañanitas
de mi Pampa...
ahí va mi canto tropero
(tarareo)...
Yo canto porque me espera
el corazón
de una gauchita que quiero.
El cielo blanco azulado
se destiñe lentamente
y un rosado de repente
el firmamento ha bañado...
En la brisa de verano
viene un perfume de albahaca...
Y el mugido de las vacas
llega de un tambo lejano.
Amanhecer da Minha Pampa
Se ouve o trinado do canário
na ramagem vizinha
e junto à sina-sina
canta alegre o horneiro.
Vai clareando no caminho
porque lá, pela serrinha,
um sol de boina amarela
acorda como um gaúcho...
Amanhecer
na minha Pampa...
Escuta meu assobio de vaqueiro:
(assobio)...
conduzindo léguas e tropas
sempre vou
deslumbrando sobre meu pampa...
Amanhecer
na minha Pampa...
aí vai meu canto de tropeiro
(tarareio)...
Eu canto porque me espera
o coração
de uma gauchinha que eu quero.
O céu branco azulado
se descolore lentamente
e um rosado de repente
o firmamento foi banhado...
Na brisa do verão
vem um perfume de manjericão...
E o mugido das vacas
chega de um curral distante.
Composição: Enrique Cadícamo