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Noites Brancas

Enrique Cadícamo

Noches blancas

Viejo amor de París
aun guardo de ti
mi más tibia emoción...
Bullicioso "quartier",
florido rincón
de la que tanto amé

Qué extraño es el temor
da hallarse sólo y evocar,
cayendo en un sopor
alucinante y al soñar,
buscarte ansiosamente
en los espejos de mi ayer.
Y entre unas espirales de humo azul
verte surgir, ¡Mujer!...

Sentirte aparecer
como una sombra y escuchar
tu carcajada cruel,
tu gesto altivo y tu maldad.
Mas todo, todo es sueño,
en estas noches blancas.
¡Y qué cercana estás
aún en mi corazón!

Tu imborrable pasión
ha sido, lo sé,
mi romance mejor.
Sombras, besos de ayer,
sobre el corazón,
hoy se ha puesto a llover.

Noites Brancas

Velho amor de Paris
ainda guardo de você
minha emoção mais morna...
Agitada "bairro",
florescendo canto
daquela que tanto amei

Que estranho é o medo
de se encontrar só e evocar,
caindo em um torpor
alucinado e ao sonhar,
buscar você ansiosamente
nos espelhos do meu ontem.
E entre umas espirais de fumaça azul
te ver surgir, Mulher!...

Sentir você aparecer
como uma sombra e ouvir
a sua risada cruel,
seu gesto altivo e sua maldade.
Mas tudo, tudo é sonho,
nessas noites brancas.
E quão perto você está
ainda em meu coração!

Sua paixão indelével
foi, eu sei,
meu melhor romance.
Sombras, beijos de ontem,
sobre o coração,
hoje começou a chover.

Composição: Enrique Cadícamo / Juan Carlos Cobian