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Ele se chamava Eduardo Arolas (Adeus Arolas)

Enrique Cadícamo

Se llamaba Eduardo Arolas (Adiós Arolas)

Con tu bandoneón querido,
Eduardo Arolas te fuiste,
enfermo de amor y triste
en busca de olvido.
No se apartó de tu lado
aquel amor del que huías
y al escapar te seguía
una sombra de mujer.

El veneno verde del pernod
fue tu amigo de bohemia,
y tu triste inspiración
floreció en tu bandeneón
como flores de tu anemia.
Y una noche fría de París,
pobre Arolas te morías,
cuarto oscuro de pensión,
una lluvia fina y gris
y la muerte tras cartón.

Aquella noche en Montmartre
estaba en copas, de fiesta,
y vos oyendo tu orquesta
pensando sanarte.
Las notas de un tango tuyo
desde el cabaret llegaban
y el bandoneón te rezaba
un responso compadrón.

Ele se chamava Eduardo Arolas (Adeus Arolas)

Com seu bandoneon querido,
Eduardo Arolas, você se foi,
doente de amor e triste
em busca do esquecimento.
Não se afastou do seu lado
aquele amor que você fugia
e ao escapar, te seguia
uma sombra de mulher.

O veneno verde do pernod
foi seu amigo de boemia,
e sua triste inspiração
floresceu no seu bandoneon
como flores da sua anemia.
E numa noite fria de Paris,
pobre Arolas, você morria,
quarto escuro de pensão,
uma chuva fina e cinza
e a morte atrás do papelão.

Aquela noite em Montmartre
estava de copo em punho, de festa,
e você ouvindo sua orquestra
pensando em se curar.
As notas de um tango seu
vinham do cabaré
e o bandoneon te rezava
uma oração de compadre.

Composição: