No Hay Tierra Como La Mía
No hay tierra como la mía
Y ésta milonga les canto,
Y ésta milonga les canto,
Y si alguien me desafía,
Le juego dándole tantos.
Soy un criollo de avería
Que el mundo fui recorriendo,
Que el mundo fui recorriendo,
Y al final vine diciendo
¡no hay tierra como la mía!
Yo he zapateao por el mapa
Y ésta milonga les canto,
Y ésta milonga les canto,
Pero, muchachos, la papa
Está aquí: les paso el santo.
He visto rubias sedeñas
Y morenas tentadoras,
Y morenas tentadoras,
Pero como las porteñas
No he visto tan seductoras.
He andado siempre sonriente
Entre malos y entre buenos,
Entre malos y entre buenos;
Debe ser manso y prudente
Quien anda en pagos ajenos.
Y pa' terminar les digo
Que esta milonga se acaba;
Que se acaba, les decía.
Muchachos griten conmigo
¡no hay tierra como la mía!
Não Há Terra Como a Minha
Não há terra como a minha
E essa milonga eu canto pra vocês,
E essa milonga eu canto pra vocês,
E se alguém me desafiar,
Eu jogo dando o troco.
Sou um criollo de quebrada
Que o mundo fui rodando,
Que o mundo fui rodando,
E no final vim dizendo
não há terra como a minha!
Eu já dancei por todo canto
E essa milonga eu canto pra vocês,
E essa milonga eu canto pra vocês,
Mas, rapaziada, a boa
Está aqui: eu passo a visão.
Já vi loiras de tirar o fôlego
E morenas irresistíveis,
E morenas irresistíveis,
Mas como as porteñas
Não vi tão sedutoras.
Andei sempre sorridente
Entre os bons e os ruins,
Entre os bons e os ruins;
Tem que ser manso e prudente
Quem anda em terras alheias.
E pra terminar eu digo
Que essa milonga tá acabando;
Que tá acabando, eu dizia.
Rapaziada, gritem comigo
não há terra como a minha!
Composição: Enrique Cadícamo / Charlo