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Vem, Vem

Enrique Cadícamo

Vení Vení

Yo te amé como ninguna te ha de amar
Y en la alegre misiadura del bulín.
Fue tu encanto milonguero de arrabal.
Un sol que iluminó mi loco berretín.
Florecieron en tu fueye rezongón
La voz dulce con los besos que te di
Y en el polvo de mi negro metejón
Te fuiste y me robaste el corazón.

Vení, vení, no seas así
A vos te sobra corazón.
Seré mejor de lo que fui,
Dale, dale que vos tenes razón.
Pero vení, vení no seas así,
No debe haber rencor entre los dos.
Volvé de nuevo, amor, a aquel bulín,
Lo que pasó, pasó.

Me preguntan mis amigas del café,
Si me ven tomar un trago de licor,
Dónde está todo tu orgullo de mujer
Qué fácil es decir largalo y se acabó.
Yo te amé, como ninguna te ha de amar,
Y en la alegre misiadura del bulín,
Fue tu encanto milonguero de arrabal
Un sol que iluminó mi loco berretín.

Vem, Vem

Eu te amei como ninguém vai te amar
E na alegre bagunça do nosso cantinho.
Foi teu charme de milonga de subúrbio.
Um sol que iluminou meu delírio insensato.
Floresceram no teu acordeão resmungão
A voz doce com os beijos que te dei
E na poeira do meu desejo intenso
Você foi embora e me roubou o coração.

Vem, vem, não seja assim
Você tem coração de sobra.
Serei melhor do que fui,
Vai, vai que você tem razão.
Mas vem, vem, não seja assim,
Não deve haver rancor entre nós.
Volta de novo, amor, para aquele cantinho,
O que passou, passou.

Minhas amigas do café me perguntam,
Se me veem tomando um trago de licor,
Onde está todo o seu orgulho de mulher
Que fácil é dizer larga isso e acabou.
Eu te amei, como ninguém vai te amar,
E na alegre bagunça do nosso cantinho,
Foi teu charme de milonga de subúrbio
Um sol que iluminou meu delírio insensato.

Composição: