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Na Casa da Laura

Enrique Cadícamo

En lo de Laura

Milonga de aquel entonces
que trae un pasado envuelto...
De aquel 911
ya no te queda ni un vuelto...
Milonga que en lo de Laura
bailé con la parda Flora...
Milonga provocadora
que me dio cartel de taura...
Ah... milonga 'e lo de Laura...

Milonga de mil recuerdos
milonga del tiempo viejo.
Qué triste cuando me acuerdo
si todo ha quedado lejos...
Milonga vieja y sentida
¿quién sabe qué se ha hecho de todo?
En la pista de la vida
ya estamos doblando el codo.
Ah... milonga 'e lo de Laura...

Amigos de antes, cuando chiquilín,
fui bailarín compadrito...
Saco negro, trensillao, y bien afrancesao
el pantalón a cuadritos...
¡Que baile solo el Morocho! -me solía gritar
la barra 'e los Balmaceda...
Viejos tangos que empezó a cantar
la Pepita Avellaneda...
¡Eso ya no vuelve más!

Na Casa da Laura

Milonga daquela época
que traz um passado envolto...
Daquele 911
não sobrou nem trocado...
Milonga que na casa da Laura
balei com a parda Flora...
Milonga provocadora
que me deu fama de malandro...
Ah... milonga na casa da Laura...

Milonga de mil recordações
milonga do tempo antigo.
Que tristeza quando me lembro
se tudo ficou tão longe...
Milonga velha e sentida
quem sabe o que aconteceu com tudo?
Na pista da vida
já estamos dobrando o braço.
Ah... milonga na casa da Laura...

Amigos de antes, quando era moleque,
fui dançarino compadrito...
Paletó preto, bem alinhado, e bem francês
com a calça xadrez...
"Que dance só o Morocho!" - costumava gritar
a galera dos Balmaceda...
Velhos tangos que começaram a cantar
a Pepita Avellaneda...
Isso já não volta mais!

Composição: Enrique Cadícamo / Antonio Polito