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Madame Ivonne

Enrique Cadícamo

Madame Ivonne

Mamuasel Ivonne era una pebeta
que en el barrio posta de viejo Montmartre,
con su pinta brava de alegre griseta
animó la fiesta de Les Quatre Arts.
Era la papusa del barrio latino
que supo a los puntos del verso inspirar...
Pero fue que un día llego un argentino
y a la francesita la hizo suspirar.

Madame Ivonne,
la Cruz del Sur fue como el signo,
Madame Ivonne,
fue como el signo de tu suerte...
Alondra gris,
tu dolor me conmueve,
tu pena es de nieve...
Madame Ivonne...

Han pasado diez años que zarpó de Francia,
Mamuasel Ivonne hoy solo es Madam...
La que va a ver que todo quedó en la distancia
con ojos muy tristes bebe su champán.
Ya no es la papusa del Barrio Latino,
ya no es la mistonga florcita de lis,
ya nada le queda... Ni aquel argentino
que entre tango y mate la alzó de París

Madame Ivonne

Mademoiselle Ivonne era uma garota
que no bairro antigo de Montmartre,
com seu jeito ousado de alegre griseta
animou a festa do Les Quatre Arts.
Era a musa do bairro latino
que soube inspirar os versos com seu olhar...
Mas um dia chegou um argentino
e a francesinha fez suspirar.

Madame Ivonne,
a Cruz do Sul foi como um sinal,
Madame Ivonne,
f foi como o sinal da sua sorte...
Alondra cinza,
dor me toca,
sua tristeza é de neve...
Madame Ivonne...

Já se passaram dez anos desde que partiu da França,
Mademoiselle Ivonne hoje é só Madame...
A que vê que tudo ficou na distância
com olhos bem tristes bebe seu champanhe.
Já não é a musa do Bairro Latino,
já não é a florzinha delicada,
já nada lhe resta... Nem aquele argentino
que entre tango e mate a levou de Paris.

Composição: Enrique Cadícamo / Eduardo Pereyra