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Com Toda a Voz Que Tenho

Enrique Dizeo

Con Toda La Voz Que Tengo

Al compás de la milonga,
Ya que llegó la ocasión,
Voy a cantarle al varón
Que de compadre rezonga.
A la sensible chilonga,
Que es para todo un resorte,
Que es para todo un resorte,
Al tango pero con corte
Que se va quebrando un poco,
Y que lo hace volver loco
Al mozo del sur y del norte.

A la casita compadre,
Que le da el sol de arrabal,
Al vestido de percal
Y al chisme de la comadre.
Al besito de la madre
Que le da al hijo bandido,
Que le da al hijo bandido,
Al que le alague el oído
Con un consejo bien sano,
A la pobre hija del tano
Que no volvió más al nido.

Al amigo que respeta
Y que se hace respetar,
Al que se pone a pensar,
Si ve triste a una pebeta.
Al intuitivo poeta,
Que aunque viva sin un cobre,
Que aunque viva sin un cobre,
Una palabra le sobre
Para decir en su canto,
Que también tiene su encanto
Un baile, en un barrio pobre.

Al matecito espumoso
Que me dan donde yo voy.
Pa'l que sea como yo soy,
Con el enfermo amoroso.
Al que no se haga el gracioso
Ni se tire a la bartola,
Ni se tire a la bartola,
Con la galleguita lola
De mi suburbio porteño,
Que vive buscando dueño
Pero que siempre anda sola.

Com Toda a Voz Que Tenho

Ao compasso da milonga,
Já que chegou a hora,
Vou cantar pro cara
Que de compadre resmunga.
Pra sensível chilonga,
Que é pra tudo um estalo,
Que é pra tudo um estalo,
Ao tango, mas com estilo
Que vai se quebrando um pouco,
E que deixa o moço do sul e do norte
Maluco.

Pra casinha, compadre,
Que recebe o sol do subúrbio,
Ao vestido de percal
E ao babado da comadre.
Ao beijinho da mãe
Que dá pro filho bandido,
Que dá pro filho bandido,
Aquele que elogia o ouvido
Com um conselho bem dado,
Pra pobre filha do tano
Que não voltou mais pro ninho.

Ao amigo que respeita
E que se faz respeitar,
Aquele que para pra pensar,
Se vê triste uma garota.
Ao poeta intuitivo,
Que mesmo sem um tostão,
Que mesmo sem um tostão,
Tem uma palavra a mais
Pra dizer em sua canção,
Que também tem seu encanto
Um baile, num bairro pobre.

Ao mate espumoso
Que me oferecem onde vou.
Pra quem é como eu sou,
Com o amor doente.
Pra quem não faz o engraçadinho
Nem se joga na moleza,
Nem se joga na moleza,
Com a galleguinha lola
Do meu subúrbio portenho,
Que vive buscando um dono
Mas que sempre anda sozinha.

Composição: