Quién Más, Quién Menos
Te vi saltar sobre el mantel,
Gritando una canción...
Obscena y cruel, en tu embriaguez,
Ya sin control mostrar -muerta de risa-
Al cabaret tu desnudez.
Bizca de alcohol, pisoteando al zapatear
Entre los vidrios tu ilusión.
¡reconocerte fue enloquecer!
Caricatura de la novia que adoré...
Cuando me viste me eché a temblar,
Y aún oigo el grito
Que mordiste al desmayar.
Quizá has pensao que yo me alcé,
Pa' maldecir tu horror
Y... ¡fue un error! no ves que sé
Que por un pan cambiaste, como yo,
Tus ambiciones de honradez.
Me levanté pa' que vieras cómo estoy,
Yo, que pensaba ser un rey.
Novia querida, novia de ayer...
¡qué ganas tengo de llorar nuestra niñez!
Quién más... quién menos...
Pa' mal comer,
Somos la mueca de lo que soñamos ser.
Quem Mais, Quem Menos
Te vi pular sobre a toalha,
Gritando uma canção...
Obscena e cruel, na sua embriaguez,
Já sem controle mostrar -morta de rir-
No cabaré sua nudez.
Tonta de álcool, pisoteando ao dançar
Entre os cacos sua ilusão.
Te reconhecer foi enlouquecer!
Caricatura da noiva que adorei...
Quando me viu, eu comecei a tremer,
E ainda ouço o grito
Que você mordeu ao desmaiar.
Talvez tenha pensado que eu me levantei,
Pra amaldiçoar seu horror
E... foi um erro! não vê que eu sei
Que por um pão você trocou, como eu,
Suas ambições de honestidade.
Me levantei pra você ver como estou,
Eu, que pensava ser um rei.
Noiva querida, noiva de ontem...
Quanta saudade tenho de chorar nossa infância!
Quem mais... quem menos...
Pra comer mal,
Somos a careta do que sonhamos ser.
Composição: Enrique Santos Discépolo