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Sem Palavras

Enrique Santos Discépolo

Sin Palabras

Nació de ti...
Buscando una canción que nos uniera,
Y hoy sé que es cruel brutal -quizá-
El castigo que te doy.
Sin palabras
Esta música va a herirte,
Dondequiera que la escuche tu traición...
La noche más absurda, el día más triste.
Cuando estés riendo, o cuando llore tu ilusión.

Perdóname si es dios,
Quien quiso castigarte al fin...
Si hay llantos que pueden perseguir así,
Si estas notas que nacieron por tu amor,
Al final son un cilicio que abre heridas de una historia... ¡son suplicios, son memorias...
Fantoche herido, mi dolor, se alzará, cada vez,
Que oigas esta canción!...

Nació de ti...
Mintiendo entre esperanzas un destino,
Y hoy sé que es cruel, brutal -quizá-
El castigo que te doy...
Sin decirlo esta canción dirá tu nombre,
Sin decirlo con tu nombre estaré yo.
Los ojos casi ciegos de mi asombro,
Junto al asombro de perderte y no morir.

Sem Palavras

Nasceu de você...
Procurando uma canção que nos unisse,
E hoje sei que é cruel, brutal -talvez-
A punição que te dou.
Sem palavras
Essa música vai te ferir,
Onde quer que ouça sua traição...
A noite mais absurda, o dia mais triste.
Quando você estiver rindo, ou quando chorar sua ilusão.

Me perdoa se é Deus,
Quem quis te castigar no fim...
Se há choros que podem perseguir assim,
Se essas notas que nasceram por seu amor,
No final são um cilício que abre feridas de uma história... são suplícios, são memórias...
Fantoche ferido, minha dor, se levantará, toda vez,
Que ouvir essa canção!...

Nasceu de você...
Mentindo entre esperanças um destino,
E hoje sei que é cruel, brutal -talvez-
A punição que te dou...
Sem dizer, essa canção dirá seu nome,
Sem dizer, com seu nome estarei eu.
Os olhos quase cegos de meu espanto,
Junto ao espanto de te perder e não morrer.

Composição: Enrique Santos Discépolo