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Memórias Póstumas de Um Amigo Imaginário

Ensaio de Guerra

Letra

    Deleite-se no seu castelo infame de manipulação
    Enfeite-se de suas verdades moveis, conteste a sua contradição
    Andando em meio e alheio à multidão

    Sob nossos pés se estendia um tapete vermelho onde foi parar
    A imagem escondida em seu espelho já sobressaltava cada olhar
    Seus ideais de brinquedo sobre o foco exaltado de um personagem,
    Já desmascarado e insistente em ressaltar a sua mentira
    A margem de seu caráter falho a ira

    Enquanto à noite não te vigia se esconda do dia

    Se esconda nos pensamentos guardados numa cova de leões
    Onde dormem inertes seus escravos
    Seguidores defensores de suas condições
    Contente-se com as poucas migalhas oferecidas
    E a mudança maior no ego que nessas vidas
    Completadas com o pouco que tem a dar, vestido de falso profeta
    E as desistências que justificou
    E as inocências que você feriu
    E os blefes puritanos quando questionado sobre o seu comportamento vil

    Se esconda!

    Volta pra casa, os mortos se debatem no porão
    Leva decepção de quem já foi amigo
    E vê um herói caido ao chão

    Talvez se algum de nos tivesse percebido
    Talvez se nem tivesse sido

    De qualquer forma o melhor é dizer adeus


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