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Forte Sol do Meio-Dia

Enzo Melcar

Fuerte Sol Del Mediodía

Quiero regar el cielo de la soledad
Ese jirón amalgama mi curiosidad
Quiero regar el cielo de la soledad
Espero podamos interpretar
No incluye una lágrima de ciudad
Aunque se apague el Sol la verdad
Aunque me falle la vida quiero andar

Si esto ardiera prodigiosamente no desecharía lo que te escribí
Quiero mantenerte cerca, quiero mantenerte cerca a mí
Mis heridas son una guitarra, no han sabido entrar en si bemol
Moriré en barranco, verde abismo y malecón
Y aunque el cielo no me alumbra, mis sentidos se acostumbrarán

Oh, no, no
No te alejes de ese centro a dónde vas
La ciudad a ti te cuida, la ciudad a ti te cuidará
Ese coro tipo misceláneo ya se acerca al barrio donde voy a estar
La guaracha la comprendo si la bailo, no hay mejilla que presuma lo contrario, oh
Prende en llamas el abismo, riega el cielo de la soledad
Prende en llamas el abismo, riega el cielo de la soledad
Prende en llamas el abismo, riega el cielo de la soledad
Cruza en medio de toda la calle y adivina qué muchacho se desalmará
Prende en llamas el abismo, riega el cielo de la soledad

¡Oh Enzo! ¡No te duermas!
Es momento lo debo decir, soy de todos los que no me pueden predecir
¡Oh Enzo! ¡Tu ausencia!
Yo que sé de prevalecer, he quemado estas canciones al amanecer
¡No, no, Enzo! ¡Ten fuerza!
No quisiera que termine así, no quisiera que te enteres de que me rendí
Comprendo
El riego de la soledad

Forte Sol do Meio-Dia

Quero regar o céu da solidão
Esse pedaço aguça minha curiosidade
Quero regar o céu da solidão
Espero que possamos interpretar
Não inclui uma lágrima da cidade
Mesmo que o Sol se apague, a verdade
Mesmo que a vida me falhe, quero seguir

Se isso ardesse prodigiosamente, não jogaria fora o que te escrevi
Quero te manter perto, quero te manter perto de mim
Minhas feridas são como uma guitarra, não sabem entrar em si bemol
Vou morrer em um barranco, abismo verde e calçadão
E mesmo que o céu não me ilumine, meus sentidos vão se acostumar

Oh, não, não
Não se afaste desse centro aonde vai
A cidade cuida de você, a cidade vai te proteger
Esse coro meio misturado já tá chegando no bairro onde vou estar
A guaracha eu entendo se eu danço, não tem bochecha que negue o contrário, oh
Prende em chamas o abismo, rega o céu da solidão
Prende em chamas o abismo, rega o céu da solidão
Prende em chamas o abismo, rega o céu da solidão
Cruza no meio da rua e adivinha que garoto vai se desalmá
Prende em chamas o abismo, rega o céu da solidão

Oh Enzo! Não durma!
É hora, eu preciso dizer, sou de todos que não podem me prever
Oh Enzo! Sua ausência!
Eu que sei de prevalecer, queimei essas canções ao amanhecer
Não, não, Enzo! Tenha força!
Não queria que terminasse assim, não queria que soubesse que me rendi
Compreendo
O regar da solidão

Composição: Enzo Melcar