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Sombra da Cruz

Epheles

Crucis Umbra

Si oculi tui repercursum afflatus tui sunt
Reperies in meis
Gravem luctus...

Damnas Vitam,
Silencium noctis in te collocare permittis,
Opus unicum quaerente,
Pedibus, manibus et facei
Per uirgulta cruentis...

Sed post munditiam respectum tuum,
Persona oculis uianibus et saeuis se abdit
Ostendens totum dolorem
Et miseriam ferras...

Et ea nox, uelut tantum alia,
Supra linteum omittens, nunquam post perpetrabit
Sumptuose reddixi
Desperationem infinitam, quam animum meum prehendit...

Sombra da Cruz

Se os teus olhos são o reflexo do teu sopro
Você encontrará em mim
Um luto pesado...

Condenas a vida,
Permites que o silêncio da noite se instale em ti,
Buscando uma obra única,
Com pés, mãos e rosto
Pelos arbustos ensanguentados...

Mas após a limpeza, o teu olhar,
A máscara se esconde de olhos vagos e cruéis
Mostrando toda a dor
E a miséria que carrega...

E aquela noite, como tantas outras,
Deixando o lençol de lado, nunca mais se repetirá
Eu devolvi com luxo
Uma desesperança infinita, que aprisiona minha alma...

Composição: