La Calle de Los Olvidados
Voy por las calles de Latinoamérica
Así es mi lucha, así es mi tierra
De desayuno, solo hay problemas
El gobierno nos reprime no le importa nuestras quejas
Y me levanto cada mañana
A buscar el brete, a dar la batalla
Saludo al Cristo que mi vieja guarda
Pa qué le traiga suerte y espantar las vainas raras
Esta es la cara de mi ciudad
Esta es la historia que te vengo a contar
Sin rascacielos, sin libertad
La de mi gente pobre que sale a luchar
En la vereda cuidado con el charco
La mierda del perro regada por todos lados
El borracho de turno cruzao en el paso
Y un man tranzando a otro, del otro lado
El vicio ¡ese vicio!, a la orden del día
El que nos embrutece y amarga la vida
Los ricos felices no tienen donde quieren
La miseria nos rodea, es lo único que crece
Esta es la cara de mi ciudad
Esta es la historia que te vengo a contar
Sin rascacielos, sin libertad
La de mi gente pobre que sale a luchar
Aquí no hay casas grandes, vivimos hacinados
No hay seguridad, si aquí no hay rabiblancos
Somos los de abajo, los que nadie quiere
Somos los valientes, los olvidados
No somos de izquierda, tampoco de derecha
Pasan los gobiernos y no le importa esta mierda
Nosotros no salimos en comerciales
No hay familia feliz, siempre contenta
Hey pelao juega vivo pilla
En el pueblo no hay corruptos, los corruptos tan arriba
La vida da vuelta, y si nos rebelamos
Venimos de abajo y vamos para arriba
Venimos de abajo y vamos para arriba
Esta es la cara de mi ciudad
Esta es la historia que te vengo a contar
Sin rascacielos, sin libertad
La de mi gente pobre que sale a luchar
Esta es la cara de mi ciudad
Esta es la historia que te vengo a contar
Sin rascacielos, sin libertad
La de mi gente pobre que sale a luchar
¡Esta es la cara!
De mi ciudad
Esta es la historia que te vengo a contar
¡Esta es la cara!
De mi ciudad
Esta es la historia que te vengo a contar
A Rua dos Esquecidos
Vou pelas ruas da América Latina
Assim é minha luta, assim é minha terra
De café da manhã, só tem problemas
O governo nos reprime, não dá a mínima pras nossas queixas
E eu me levanto toda manhã
Pra buscar o trampo, pra dar a batalha
Saúdo o Cristo que minha mãe guarda
Pra que traga sorte e espante as coisas estranhas
Essa é a cara da minha cidade
Essa é a história que venho te contar
Sem arranha-céus, sem liberdade
A do meu povo pobre que sai pra lutar
Na calçada, cuidado com a poça
A merda do cachorro espalhada por todo lado
O bêbado de plantão atravessado no caminho
E um cara negociando com outro, do outro lado
O vício, esse vício!, é a ordem do dia
Aquele que nos embrutece e amarga a vida
Os ricos felizes não têm onde querem
A miséria nos rodeia, é a única coisa que cresce
Essa é a cara da minha cidade
Essa é a história que venho te contar
Sem arranha-céus, sem liberdade
A do meu povo pobre que sai pra lutar
Aqui não tem casas grandes, vivemos apertados
Não há segurança, se aqui não tem branquelo
Somos os de baixo, os que ninguém quer
Somos os valentes, os esquecidos
Não somos de esquerda, nem de direita
Passam os governos e não ligam pra essa merda
Nós não saímos em comerciais
Não há família feliz, sempre contente
Hey, moleque, joga esperto, fica ligado
Na cidade não tem corruptos, os corruptos tão lá em cima
A vida dá voltas, e se a gente se rebelar
Vimos de baixo e vamos pra cima
Vimos de baixo e vamos pra cima
Essa é a cara da minha cidade
Essa é a história que venho te contar
Sem arranha-céus, sem liberdade
A do meu povo pobre que sai pra lutar
Essa é a cara da minha cidade
Essa é a história que venho te contar
Sem arranha-céus, sem liberdade
A do meu povo pobre que sai pra lutar
Essa é a cara!
Da minha cidade
Essa é a história que venho te contar
Essa é a cara!
Da minha cidade
Essa é a história que venho te contar