Madre
Soy una gota de lluvia
soy un cigarro apagado
soy una pagina sucia
soy un cuchillo oxidado
soy el sol de media noche
soy el miedo de la gente
soy un accidente de coche
soy locura de tu mente
yo no soy,yo no soy,yo no soy,yo no soy
ni siquiera un pobre parasito agonizante
que me muero,que me muero,que me muero,
que me muero,no es que no quiera ¡que va!
es que no quiero mirarte
ya me voy,ya me voy,ya me voy,ya me voy
me vuelvo a mi agujero negro a incrustarme
y en el vientre,en el vientre,en el vientre,
en el vientre de mi redentora ¡madre!
ya estoy de vuelta madre,ya ...
y de hojas negras,
fuegos fatuos,
rojas velas
yo me mato
soy el casco del obrero
soy tu odio limpio y puro
soy el puto mes de enero
soy tu corazon duro
soy el paso del tiempo
soy un pobre que ha robado
soy un perro hambriento
soy un loco desquiciado
Mãe
Sou uma gota de chuva
sou um cigarro apagado
sou uma página suja
sou uma faca enferrujada
sou o sol da meia-noite
sou o medo da galera
sou um acidente de carro
sou a loucura da sua mente
eu não sou, eu não sou, eu não sou, eu não sou
nem mesmo um pobre parasita agonizante
que eu tô morrendo, que eu tô morrendo, que eu tô morrendo,
que eu tô morrendo, não é que eu não queira, que nada!
esque eu não quero te olhar
já tô indo, já tô indo, já tô indo, já tô indo
volto pro meu buraco negro pra me enterrar
e no ventre, no ventre, no ventre,
no ventre da minha redentora, mãe!
já tô de volta, mãe, já...
e de folhas negras,
fogos fátuos,
velas vermelhas
eu me mato
sou o capacete do operário
sou seu ódio limpo e puro
sou o maldito mês de janeiro
sou seu coração duro
sou o passar do tempo
sou um pobre que roubou
sou um cachorro faminto
sou um louco descontrolado