Lunes
Lunes, por la mañana,
sólo veo nubes, por la ventana,
y un mal rollo me sube, por la garganta,
con un fino hilo de luz loca.
Penetro en la boca del metro,
donde me junto,
donde me meto,
y nadie sabe el sueño que tengo.
Sólo una chiquilla que al subir me clava el codo,
que me hace cosquillas y que le brillan los ojos,
hace que me despierte un poco.
Hoy, no me siento responsable,
no quiero salir del bar,
que se me cruzan los cables,
y no los puedo arreglar.
No me digas mas detalles,
de como puedo escapar,
traza un plan que nunca falle,
yo lo puedo hacer fallar.
Bajas, bajas y subes,
no sé que me pasa,
que siempre toy\' en las nubes,
nueve de la mañana.
El tiempo se consume,
como la ceniza de mi cigarro,
que se muere en un cenicero de hierro,
donde yo también me apago y me enciendo,
donde me encuentro y donde me pierdo.
Brilla una sonrisa,
que me enseña una trilla,
que para mi como al dolor la espina,
y mi alma que despierte un poco.
Hoy, no me siento responsable,
no quiero salir del bar,
que se me cruzan los cables,
y no los puedo arreglar.
No me digas mas detalles,
de como puedo escapar,
traza un plan que nunca falle,
yo lo puedo hacer fallar.
Segunda-feira
Segunda-feira, de manhã,
só vejo nuvens, pela janela,
e uma bad me sobe, pela garganta,
com um fino fio de luz doida.
Entro na boca do metrô,
onde me junto,
onde me meto,
e ninguém sabe do sonho que eu tenho.
Só uma garota que ao subir me dá um cotovelada,
que me faz cócegas e que brilha os olhos,
faz eu acordar um pouco.
Hoje, não me sinto responsável,
não quero sair do bar,
que os fios se cruzam na minha cabeça,
e não consigo arrumar.
Não me conta mais detalhes,
de como posso escapar,
traça um plano que nunca falhe,
eu posso fazer ele falhar.
Desce, desce e sobe,
não sei o que tá acontecendo,
que sempre tô nas nuvens,
nove da manhã.
O tempo se esvai,
como a cinza do meu cigarro,
que morre em um cinzeiro de ferro,
onde eu também me apago e me acendo,
onde me encontro e onde me perco.
Brilha um sorriso,
que me mostra uma trilha,
que pra mim é como a espinha da dor,
e minha alma que acorda um pouco.
Hoje, não me sinto responsável,
não quero sair do bar,
que os fios se cruzam na minha cabeça,
e não consigo arrumar.
Não me conta mais detalhes,
de como posso escapar,
traça um plano que nunca falhe,
eu posso fazer ele falhar.
Composição: David / José Muñoz