Venus de Látex
Esta noche serás mi lienzo en blanco
Una Venus sin brazos, una virgen de sangre
Poco a poco te irás tiñendo de esplendor
Cada nuevo golpe una muestra más de arte
Cada corte que hago sólo busca perfección
Donde otros ven tan sólo cuerpos mutilados,
yo veo la grandeza de mi creación.
Momificada en gasa para que no desangres
El aire un privilegio que pronto no tendrás
Con látex caliente cubriré tu cuerpo
Un Ángel de plástico, una Venus de arte.
Escaleras abajo por un pasillo oscuro
Una mesa, un martillo, una sierra, un formón
Cada nuevo golpe una nueva pincelada
Cada corte que hago sólo crea perfección
Donde otros ven tan sólo trozos mutilados,
yo veo la grandeza de mi creación.
Momificada en gasa, ya no sangrarás
Ya no tienes aire, muerte por asfixia
El plástico caliente se vuelve una mortaja
Un Ángel marchito, una Venus muerta.
Recostada en un molde de plástico, en el piso
Filmaré tu muerte mientras te transformas
en una mortaja que te asfixiará.
Momificada en látex, ya no tienes aire
Vuelta una mortaja, una Venus de sangre
Arquitectura del horror, golpe tras golpe
En este taller soy el artista
Un autor creando obras con sufrimiento,
aquellas que deleitan a la misma muerte.
Vênus de Látex
Esta noite serás meu pano em branco
Uma Vênus sem braços, uma virgem de sangue
Pouco a pouco você vai se tingindo de esplendor
Cada novo golpe uma amostra mais de arte
Cada corte que faço só busca perfeição
Onde outros veem apenas corpos mutilados,
eu vejo a grandeza da minha criação.
Momificada em gaze pra você não desangrar
O ar é um privilégio que logo não terás
Com látex quente vou cobrir seu corpo
Um Anjo de plástico, uma Vênus de arte.
Escadas abaixo por um corredor escuro
Uma mesa, um martelo, uma serra, um formão
Cada novo golpe uma nova pincelada
Cada corte que faço só cria perfeição
Onde outros veem apenas pedaços mutilados,
eu vejo a grandeza da minha criação.
Momificada em gaze, já não sangrarás
Já não tens ar, morte por asfixia
O plástico quente se torna um sudário
Um Anjo murchado, uma Vênus morta.
Deitada em um molde de plástico, no chão
Filmarei sua morte enquanto você se transforma
Em um sudário que te asfixiará.
Momificada em látex, já não tens ar
Virada em um sudário, uma Vênus de sangue
Arquitetura do horror, golpe após golpe
Neste ateliê sou o artista
Um autor criando obras com sofrimento,
aquelas que deleitam a própria morte.