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Tema Satori

Etienne Daho

Satori theme

Daho !
M'avez-vous déjà vu quelque part ?
Rafraîchissez moi donc la mémoire
Extasié devant une toile de Witsen
A Rome, Londres ou Rennes, vous m'appeliez Etienne
Cherchant le magicien et sa dose
New York, Café Reggio je suppose...
En plein coeur de l'ivresse, au milieu du chaos
Accoudé à un bar, vous m'appeliez Daho !
Vous en avez de bonnes à Lisbonne ?
De salaces à Paname, Amsterdam ?
Etais-ce une quille ou un glaçon, va savoir...
Dans le noir dans le ton, quel que soit l'abandon
Pourvu qu'il soit le bon
Sur d'experts toboggans vous m'avez vu glisser
Mais y glisser avec délices
Certes !
Ooh j'aime tout, je veux goûter à vous
Ooh j'aime tout, j'veux me donner à vous
Avant que j'm'en aille, avant mes funérailles
De la vie faire ripaille, avant que j'm'en aille
Les flèches que Cupidon m'a décrochées
N'étaient que des haches dans le dos
Et si j'ai rampé tout en bas
J'ai surfé aussi tout là haut
Sur des cimes ondulantes... hop, j'enchaîne...
Du lever du soleil brûler jusqu'au matin crème
Se frotter à tout c'qui bouge, de palaces en bouges
Non, je n'épargnerai ni moi, ni personne
La fièvre n'est pas un don, mais un dû
Les provocs'de cette foutue ville rendent certains hyper hostiles
Mais moi, j'avoue qu'ça m'tente...
Mais je n'ai pas le rouge au front
Et je ne suis pas sur le flanc
Et je ne suis pas si mauvais
Non, je ne suis pas si maudit
Mes vingt ans, sainte vierge... enfin bon, j'abrège...
Du lever du soleil briller jusqu'au matin grège
Avant que j'm'en aille, jouer à qui perd gagne
Et de la vie faire ripaille, avant que j'm'en aille
Mais ma ligne de fuite s'est brisée pour me mettre à la colle de tes vingt deux étés
J'abandonne aujourd'hui mes attractions désastre et tu viens avec moi, faire l'avion

Tema Satori

Daho!
Já me viu em algum lugar?
Então me refresca a memória
Extasiado diante de uma tela de Witsen
Em Roma, Londres ou Rennes, você me chamava de Etienne
Procurando o mágico e sua dose
Nova York, Café Reggio, eu suponho...
No meio da embriaguez, no meio do caos
Apoiado no bar, você me chamava de Daho!
Tem algo bom em Lisboa?
Coisas safadas em Paris, Amsterdã?
Era uma quina ou um gelo, vai saber...
No escuro, no tom, seja qual for o abandono
Desde que seja o certo
Em tobogãs de especialistas você me viu deslizar
Mas deslizar com prazer
Claro!
Ooh, eu gosto de tudo, quero provar você
Ooh, eu gosto de tudo, quero me entregar a você
Antes que eu vá, antes do meu funeral
Fazer festa da vida, antes que eu vá
As flechas que Cupido me lançou
Eram apenas machados nas costas
E se eu rastejei lá embaixo
Eu também surfei lá em cima
Em cimas ondulantes... hop, vou em frente...
Do nascer do sol queimando até a manhã cremosa
Me esfregando em tudo que se mexe, de palácios a botecos
Não, eu não vou poupar nem a mim, nem a ninguém
A febre não é um presente, mas uma obrigação
As provocações dessa maldita cidade deixam alguns hiper hostis
Mas eu, confesso que isso me tenta...
Mas eu não estou vermelho de vergonha
E não estou de lado
E não sou tão ruim
Não, eu não sou tão amaldiçoado
Meus vinte anos, santa virgem... enfim, vou resumir...
Do nascer do sol brilhando até a manhã cinza
Antes que eu vá, jogar de quem perde ganha
E fazer festa da vida, antes que eu vá
Mas minha linha de fuga se quebrou para me colar aos seus vinte e dois verões
Hoje eu abandono minhas atrações desastrosas e você vem comigo, fazer o avião

Composição: Arnold Turboust, Etienne Daho