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Sol do Meia-Noite

Etienne Daho

Soleil de minuit

Sombre romance, graine de violence
Rêves d'enfance, rites magiques
Images usées, rêves éveillés
Héros d'antan qui défient le temps
Dans le noir, garçons couche-tard
Sans guitares, gagnent peut-être
Un pourboire pour la frime
La déprime en prime
Péloche rayée de gris, de bleu
Cuirs fatigués, rides au coin des yeux
Coca, ice-cream, pas un centime
Pauvres James Dean traîne boulevard du crime
Dans les gares, félins aux yeux noirs
Sans départ, pas d'crédit
Pour les chasseurs en prime
La déprime en prime
Sombre voyou au regard fou
C'est toi, c'est nous qui dormons debout
Vivre à demi, désirs, envies
Paresse, ennui, soleil de minuit.

Sol do Meia-Noite

Romance sombrio, semente de violência
Sonhos de infância, rituais mágicos
Imagens desgastadas, sonhos acordados
Heróis de antigamente que desafiam o tempo
No escuro, meninos que viram a noite
Sem guitarras, talvez ganhem
Uma gorjeta pra se exibir
A deprê como bônus
Filme riscado de cinza, de azul
Couros desgastados, rugas nos cantos dos olhos
Coca, sorvete, nem um centavo
Pobres James Dean vagando pelo boulevard do crime
Nas estações, felinos de olhos negros
Sem partida, sem crédito
Para os caçadores como bônus
A deprê como bônus
Malandro sombrio com olhar insano
É você, somos nós que dormimos em pé
Viver pela metade, desejos, vontades
Preguiça, tédio, sol do meia-noite.