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Andando na Pindaíba

Eugenio Cárdenas

Ando pato

Hoy que voy barranca abajo
mezclado al barro
de la miseria.
Los amigos se ha alejado
porque han calado
que sigo otro tren.
Y no manyan esos gatos
que si ando pato
no soy tan medio:
pues vivo bien, sin ese metejón
de andar como un fifí
si tengo pa'l buyón.

Hay muchos que por las esquinas
un corte rante se van largando,
y hablan de vento al ver pasar las minas,
mientras que el bagre les está silbando.
No manyan esos gilibertos
que ese aspamente no me lo trago,
y aunque los calo muy bien, me tiro a muerto,
para que esos mamertos
aumenten su ilusión.

Me dan risa esos burreros
que se ladean
porque ando pato.
Y que se olvidan que pa'l puchero
yo fui el primero
que los ayudé.
Hoy aunque me griten: ¡Pato!
gilurdo o mishio,
otario o seco.
Laburo un mes y vivo muy feliz
teniendo pa' morfar,
pa' fasos y el bulín.

Andando na Pindaíba

Hoje que vou barranco abaixo
misturado ao barro
da miséria.
Os amigos se afastaram
porque perceberam
que estou pegando outro trem.
E não notam esses gatos
que se ando na pindaíba
não sou tão medíocre:
pois vivo bem, sem essa frescura
de andar como um playboy
se tenho pra comida.

Tem muitos que pelas esquinas
um corte raso vão se mandando,
e falam de vento ao ver passar as minas,
mientras que o bagre tá assobiando.
Não notam esses idiotas
que essa conversa eu não engulo,
e embora os conheça bem, me jogo de morto,
para que esses otários
aumentem sua ilusão.

Me dá risada esses caras
que se acham
porque ando na pindaíba.
E que se esquecem que pra panela
eu fui o primeiro
que os ajudei.
Hoje, embora me gritem: Pindaíba!
idiota ou vagabundo,
trouxa ou seco.
Trabalho um mês e vivo muito feliz
tendo pra comer,
pra cigarro e o barraco.

Composição: