Lettera Al Prossimo
Mi sento come quando piove con il sole
Provo fastidio ma nessuno da incolpare
Mi sento come quando piove con il sole
Non c'è una nuvola ma mi sembra di annegare
In tutta questa distruzione di massa
Senza conservazione di materia
Grigi
Fin sopra la giacca
Grigi
Fin sopra i capelli
Grigi anche d'aspetto
Più simili a una sala che ad una persona
Io sono qui che aspetto
Siamo in tanti, seduti distanti e arrivati in orari distinti
E tutti quanti convinti di essere arrivati per primi
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
Pugili senza guantoni
Qui solo verità senza opinioni
Senza mezzitoni
Lividi in faccia, ci siamo rifatti il naso
Ma a voler essere corretto
Il senno era deviato, non il setto
E guarda il caso ha voluto che fossimo salvi
Ma salvando ha sovrascritto su file precedenti
Prima di noi non è rimasto più niente
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
E in tutto questo presente
Noi fatichiamo a definirci
Ma il vuoto dentro si vede meno
Siamo riusciti a coprirci
E di vestiti ne abbiamo un capo diverso per giorno
Schiavi pieni di contanti
Un capo diverso per giorno
E cala la notte su tutta la terra
Cala la notte su tutta la terra
E io continuo a pensare
Di avere vinto la guerra
Ma poi non riesco a dormire
Cala la notte su tutta la terra
E io continuo a pensare
Di avere vinto la guerra
Ma poi non riesco a dormire
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
Giurami che veglierai con me
Se no poi domani saranno guai
Carta ao Próximo
Sinto-me como quando chove com sol
Sinto incômodo, mas ninguém para culpar
Sinto-me como quando chove com sol
Não há nuvem, mas parece que estou afogando
Em toda essa destruição em massa
Sem conservação de matéria
Cinza
Até o topo do casaco
Cinza
Até os cabelos
Cinza também na aparência
Mais parecidos com uma sala do que com uma pessoa
Estou aqui esperando
Somos muitos, sentados distantes e chegamos em horários distintos
E todos convencidos de que chegaram primeiro
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
Pugilistas sem luvas
Aqui só verdades sem opiniões
Sem meias palavras
Hematomas no rosto, fizemos plástica no nariz
Mas, para ser correto
A razão estava desviada, não o septo
E olha só, quis o destino que fôssemos salvos
Mas ao salvar, sobrescreveu em arquivos anteriores
Não restou mais nada antes de nós
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
E em todo esse presente
Lutamos para nos definir
Mas o vazio dentro de nós é menos visível
Conseguimos nos cobrir
E temos roupas diferentes para cada dia
Escravos cheios de dinheiro
Uma roupa diferente para cada dia
E a noite cai sobre toda a terra
A noite cai sobre toda a terra
E eu continuo pensando
Que venci a guerra
Mas então não consigo dormir
A noite cai sobre toda a terra
E eu continuo pensando
Que venci a guerra
Mas então não consigo dormir
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
Jura-me que vigiarás comigo
Senão amanhã haverá problemas
Composição: Eugenio Cesario / Emanuele Via / Paolo Di Gioia / Lorenzo Frederici