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Pobrezas

Eugenio Majul

Pobrezas

No estás... No están tus besos
junto a mí,
junto a mis sueños...
A veces, con tu recuerdo
temblando a mi alrededor:
¡una lágrima en mis manos
me dice que estoy pecando
por quererte más que a Dios!

Pobrezas de tu adiós de cien espinas...
Pobrezas de lo injusto de tu adiós...
Pobrezas que han llegado hasta mi cuarto,
cuchitril de viejos trastos,
¡solitario como yo!
Pobrezas del amigo que se ha ido:
¡tengo hilachas en mi abrigo
y eso, acaso, lo alejó!
Pobrezas y pobrezas que desgarran,
¡pero esas tuyas que matan
pues son de olvido y rencor!...
Pobrezas de tu amor frío y huraño,
de mi amor que se hizo amargo
por quererte más que a Dios.

No estás... y todo en sombras
muere, al fin,
junto a mis horas...
A veces, cuando me rondan
tus voces y mi perdón:
¡gimo y lloro sobre un ruego,
enfermo de cien desvelos
por quererte más que a Dios!

Pobrezas

Não estás... Não estão seus beijos
junto a mim,
junto aos meus sonhos...
Às vezes, com sua lembrança
tremendo ao meu redor:
uma lágrima em minhas mãos
me diz que estou pecando
por te amar mais que a Deus!

Pobrezas da sua despedida de cem espinhos...
Pobrezas do injusto do seu adeus...
Pobrezas que chegaram até meu quarto,
cômodo de tralhas velhas,
solitário como eu!
Pobrezas do amigo que se foi:
tenho farrapos no meu casaco
e isso, talvez, o afastou!
Pobrezas e pobrezas que rasgam,
mas essas suas que matam
pois são de esquecimento e rancor!...
Pobrezas do seu amor frio e arredio,
do meu amor que se tornou amargo
por te amar mais que a Deus.

Não estás... e tudo em sombras
morre, afinal,
junto às minhas horas...
Às vezes, quando me cercam
tuas vozes e meu perdão:
gemo e choro sobre um pedido,
doente de cem insônias
por te amar mais que a Deus!