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Pão

EuroBloke

Pan

Pan y mentira
Solo reparten
Cara sonriente
Pero por detrás arden

Nos venden un futuro en un dibujo bonito
Pero en mi bloque no llegan los gritos
De los que luchan para llenar la nevera
Mientras ellos brindan en moqueta y madera

Te dicen: Emprende, sé tu propio jefe
Pero no te dicen quién cobra los cheques
Ni quién decide si comes mañana
Ni quién se enriquece con tu semana

Prometen cambio cada cuatro inviernos
Mismas palabras, distinto gobierno
Y mientras tanto, el barrio envejece
Y el chavalito acaba en la cárcel

No es que queramos vivir del conflicto
Es que nacimos sin haber elegido
Y el que no entiende de dónde venimos
No sabe el peso que aquí resistimos

Pan y mentira para callar
Pan y mentira para controlar
Pan y mentira sin dignidad
Pero el barrio va a despertar

Pan y mentira otra vez
Mientras se ríen desde el poder
Pan y mentira no van a poder
Callar lo que empieza a crecer

Nos quieren dormidos mirando pantallas
Mientras nos quitan lo poco que hay en casa
Te hablan de crisis como si fuera ajena
Pero la crisis se sienta en tu mesa

Sube la luz, sube el alquiler
Baja el sueldo, no llegas a fin de mes
Y luego dicen que el pobre no lucha
Cuando el pobre no duerme y siempre se ajusta

La calle no olvida lo que tem vivido
Ni al político falso que vino prometido
Ni al que juraba cambiar el destino
Y ahora ni pisa el mismo camino

Nos llaman números, estadística fría
Pero detrás hay familia vacía
Niños creciendo sin oportunidades
Y adultos rotos tragando verdades

Pan ya no basta
Queremos justicia
E se não chega
La trae la rabia

Pão

Pão e mentira
Só repartem
Cara sorridente
Mas por trás queimam

Nos vendem um futuro em um desenho bonito
Mas no meu bairro não chegam os gritos
Dos que lutam pra encher a geladeira
Enquanto eles brindam em carpete e madeira

Te dizem: Empreenda, seja seu próprio chefe
Mas não te contam quem recebe os cheques
Nem quem decide se você come amanhã
Nem quem se enriquece com sua semana

Prometem mudança a cada quatro invernos
Mesmas palavras, governo diferente
E enquanto isso, o bairro envelhece
E o garotinho acaba na cadeia

Não é que queiramos viver do conflito
É que nascemos sem ter escolhido
E quem não entende de onde viemos
Não sabe o peso que aqui aguentamos

Pão e mentira pra calar
Pão e mentira pra controlar
Pão e mentira sem dignidade
Mas o bairro vai despertar

Pão e mentira de novo
Enquanto riem do poder
Pão e mentira não vão conseguir
Calá o que começa a crescer

Querem que fiquemos dormindo olhando telas
Enquanto tiram o pouco que há em casa
Te falam de crise como se fosse alheia
Mas a crise se senta à sua mesa

Cai a luz, sobe o aluguel
Cai o salário, não chega no fim do mês
E depois dizem que o pobre não luta
Quando o pobre não dorme e sempre se ajusta

A rua não esquece o que já viveu
Nem o político falso que veio prometido
Nem quem jurava mudar o destino
E agora nem pisa o mesmo caminho

Nos chamam de números, estatística fria
Mas por trás há família vazia
Crianças crescendo sem oportunidades
E adultos quebrados engolindo verdades

Pão já não basta
Queremos justiça
E se não chega
A raiva traz

Composição: Javier Marte