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Conchas

Everon

Shells

When the fight came to an end
And bitterness prevailed
I found shelter behind a thick shell of silence
And to protect myself from the pain
I learnt to turn it against you
Made it the knife that carried out my form of violence

And all that would remain
Was the memories so bitter and sweet
And the thought of all that could have been

I lay awake at night
Taking the parade
Of the ghosts of all our unborn sons and daughters
You cracked me open and took
All that was still alive inside
And then you threw my empty shell back in the water

And all that has remained
Was the memories so bitter and sweet
And I wonder if you think of me now

Lay down, lay down that cross you bear on your back
Banish the demons that sit on your neck
Don't let them continue to slam their claws deep into your flesh
And I know it's not easy for you
But not only you feel the pain

From the bottom of this hole
My hand is reaching out
Wishing to touch something with my fingers
There is just an empty void
And the only sound I hear
Is the echo of my silent cry that lingers

And nothing will remain
But a shell washed up on a shore
Bearing witness to a life long lost

Lay down, lay down that cross you bear on your back
Banish the demons that sit on your neck
Don't let them continue to slam their claws deep into your flesh
And I know it's not easy for you
But not only you feel the pain

Empty void
Sound I hear
Empty void
Sound I hear

And nothing will remain
But a shell washed up on a shore
Bearing witness to a life long lost

Lay down, lay down that cross you bear on your back
Banish the demons that sit on your neck
Don't let them continue to slam their claws deep into your flesh
And I know it's not easy for you
But not only you feel the pain

Conchas

Quando a briga chegou ao fim
E a amargura prevaleceu
Encontrei refúgio atrás de uma espessa casca de silêncio
E para me proteger da dor
Aprendi a virá-la contra você
Fiz dela a faca que executou minha forma de violência

E tudo o que restaria
Eram as memórias tão amargas e doces
E o pensamento de tudo o que poderia ter sido

Fico acordado à noite
Assistindo ao desfile
Dos fantasmas de todos os nossos filhos e filhas não nascidos
Você me abriu e tirou
Tudo o que ainda estava vivo por dentro
E então você jogou minha casca vazia de volta na água

E tudo o que restou
Foram as memórias tão amargas e doces
E eu me pergunto se você pensa em mim agora

Deponha, deponha essa cruz que você carrega nas costas
Expulse os demônios que se sentam no seu pescoço
Não os deixe continuar a cravar suas garras fundo na sua carne
E eu sei que não é fácil para você
Mas não é só você que sente a dor

Do fundo deste buraco
Minha mão está se estendendo
Desejando tocar algo com meus dedos
Há apenas um vazio absoluto
E o único som que eu ouço
É o eco do meu choro silencioso que perdura

E nada restará
Senão uma casca encalhada numa praia
Testemunhando uma vida há muito perdida

Deponha, deponha essa cruz que você carrega nas costas
Expulse os demônios que se sentam no seu pescoço
Não os deixe continuar a cravar suas garras fundo na sua carne
E eu sei que não é fácil para você
Mas não é só você que sente a dor

Vazio absoluto
Som que eu ouço
Vazio absoluto
Som que eu ouço

E nada restará
Senão uma casca encalhada numa praia
Testemunhando uma vida há muito perdida

Deponha, deponha essa cruz que você carrega nas costas
Expulse os demônios que se sentam no seu pescoço
Não os deixe continuar a cravar suas garras fundo na sua carne
E eu sei que não é fácil para você
Mas não é só você que sente a dor

Composição: Oliver Philipps