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Dez Pra Meia Noite

Evolução A.R.C

Letra

    Dez pra meia noite eu resolvi dar um rolê
    A noite tá sinistra então deixa eu falar pro cê
    Preciso respirar, esse quarto me sufoca
    O sono que não vem, e o B.O que me incomoda

    É tanta palhaçada que a gente tem que páh
    Manter cabeça fria pra poder não vacilar
    Comédia vai e vem, conversinha que não pára
    Traíra aqui deu mole, o alvo virou sua cara

    Tentei fugir da morte, mais ela me persegue
    Não posso dar vacilo, não posso ir pro IML
    Conheço bem os cara, eu sei quem fala, eu sei quem páh
    É nego de atitude, mais to pronto pra trocar

    Minha mãe não vai chorar, com meu sangue na calçada
    Se for pra ser assim, da sua mãe que desce a lagrima
    Tentei até paziguar, mais ai você não quis
    Pensando que com a guerra, vai ter um final feliz

    Então segura a bomba que a guerra começou
    É assim que cê queria, então já é, demorô
    Chega de lero lero, seu negócio é só falar
    Bota a cara mister m, vamo ver no que vai dar

    Tõ aqui é vinte ano, ligeiro e respeitando
    Né hoje que pipoca vai me inflamá com os mano

    Ei Beko.R pensa bem, essas treta não vai somar
    Zé povinho fala memo, boca é feita pra falar

    Rah! Deixa queto, Rogerio é nóis aqui
    Favela a mili ano, desde pequeninim
    Convivendo com as treta, maluco correria
    Dou valor o meu barraco, a rua tambem e familia!

    Eu registrei a cena, tipo aula de escola
    Aprendi o que certo, pra não pisar na bola
    Sei bem o que falar, a dose na hora certa
    Língua de trapo aqui, amanheceu de boca aberta!

    Infelizmente mano, é assim pra quem vacila
    Deu brecha na quebrada, os truta passam por cima
    E ai ficou o exemplo mostrando que a vida é louca
    Pra ver se ze povinho guarda a lingua dentro da boca

    Mas se vim não adianta, vamo deixa acontecer
    Quando perguntar seu nome quero ver o que vai dizer
    Bandido que é bandido não treme e não ramela
    Quebrada aqui é nóis, e nóis representa ela!

    Nego linha de frente não pára, agi com a fé
    Se vier tanque de guerra, nóis pára e não arreda o pé
    Até quando Deus quiser, vou seguindo a caminhada
    Sem mudar minha postura sem abandonar meus cara

    Assim que tem que ser pra quem não treme a morte
    Se a vida é uma viagem então cadê meu passaporte
    Negão, veja bem, o barato tá lokão
    É dez pra meia noite, tô em frente ao meu portão

    Observando um bolinho, do beco aqui do lado
    Tem muito sangue bom mais tem uma pá de safado

    E outra, fica ligeiro as conversas tá rolando
    A mina do cara tá gravida, falou que cê tá catando!

    Veneno do diabo, agi na sua mente
    Conversa de um mano com veneno de serpente
    De janeiro a dezembro, assim prossegue a cena
    Quem não virou finado ta na mão do sistema

    Casinha aqui é mato, uma pá ja caiu
    Tiaguinho do sem teto sumiu e ninguém viu
    Vai saber se foi a mina, que rastou pra quebrada
    Noiadinha de pó, a mandado dos cara!

    Eu sei ele gostava, comprou aqui no beco
    Usuário assumido, pra ninguém é segredo
    Não vou deixar que a cobra rasteja no meu terreiro
    A quebrada tá lombrada, mesmo assim eu tô ligeiro!

    Se até hoje cê não tinha dado valor ao seu tempo
    Agora cê percebe o que escorreu pelos dedos
    Naquelas que não dá nada, o tempo passa
    E o ponteiro vai cobrar o que cê fez não caminhada

    E sem saber o valor, que representa um segundo
    Não fui o primeiro, também não fui o último
    Me envolvi sim e Deus deu um tempo pra mim
    Se cê tá no erro tem que saber redimir

    A sua hora, quem sabe agora, dá a volta
    Antes que o relógio pará e a cobrança te enforca
    Pense assim, se dez minuto fosse o seu juízo

    Teria capacidade de convencer a Cristo
    O se fosse os últimos minutos da sua vida
    Cê ia se arrepender, ou nem ia dar a mínima

    Agora o ladrão pensou nas varias fitas
    Os trinta e três, as noites correrias
    A diferença que faz nos dias de visita
    O abraço de quem ama, e a presença da família

    Eu sei que corta, como um punhal envenenado
    A ferida da rua, a solidão que te assombra
    E vira chaga, que perpetua e te persegue
    Eu peço livramento, perdão através do rap

    Pra mim, pra você e a quem há de merecer
    Especial aos que comigo viram o dia amanhecer
    De carro ou a pé independente do rolê
    Nos pião na madrugada que o sistema vem querer

    Meu irmão Alexandre, também meu truta Dani
    Que mesmo no perrê, não caguetou ninguém
    Lealdade desde sempre aos mano que precisei
    E o irmão falou, que o tempo é rei não volta troco

    Cê tem seu livramento, a meia noite falta pouco
    A balança ta pesada, a sentença vem da rua
    Deus é o juiz e a consciência é toda sua

    Falar que tem fé, aqui virou ditado
    Mas sem a obra é morta, eu só vejo atrasa lado
    Enquanto ta preocupado com o que fiz ou faço
    É dez pra meia noite, seu tempo tá esgotado


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