Leib In Laub
Manchmal wenn ich friere
vergrab ich mich im Laub,
so wie all die Tiere,
die fühlen wie ich auch ...
lieg im Laub und weine,
ergebe mich dem Schmerz,
die Tränen trostlos, schweigsam,
zerfressen mir das Herz ...
... das Herz
Blätter, rotbraun, über alles,
schenkt mir die Geborgenheit,
die ich such in jeder Nacht
vergeblich schon so lange Zeit,
fallt auf meinen müden Körper,
taub und leblos, klamm und grau,
im Sterbekleid, der Traum von Wärme,
läd der Tod zur Leiberschau ...
... nass, ... ein zittern im Gedärm
Blätter, rotbraun, über alles,
schenkt mir die Geborgenheit,
die ich such in jeder Nacht
vergeblich schon so lange Zeit,
fallt auf meinen müden Körper,
taub und leblos, klamm und grau,
im Sterbekleid, der Traum von Wärme,
läd der Tod zur Leiberschau ...
Manchmal wenn ich friere
vergrab ich mich im Laub,
so wie all die Tiere,
die fühlen wie ich auch ...
Blätter, rotbraun, über alles,
gebt mir die Geborgenheit,
die ich such in jeder Nacht
oder auch ein Totenkleid,
fallt auf meinen müden Körper,
taub und leblos, klamm und grau,
Blätter über kaltem Fleisch,
doch weckt mich hart der Morgentau ...
Corpo em Folhas
Às vezes, quando eu tenho frio
me enterro nas folhas,
sim como todos os animais,
que sentem como eu também ...
deito nas folhas e choro,
me entrego à dor,
as lágrimas sem consolo, silenciosas,
me devoram o coração ...
... o coração
Folhas, avermelhadas, sobre tudo,
me dão a segurança,
que eu busco em cada noite
em vão já faz tanto tempo,
caem sobre meu corpo cansado,
cego e sem vida, úmido e cinza,
no vestido de morte, o sonho de calor,
convida a morte para a exibição do corpo ...
... molhado, ... um tremor nas entranhas
Folhas, avermelhadas, sobre tudo,
me dão a segurança,
que eu busco em cada noite
em vão já faz tanto tempo,
caem sobre meu corpo cansado,
cego e sem vida, úmido e cinza,
no vestido de morte, o sonho de calor,
convida a morte para a exibição do corpo ...
Às vezes, quando eu tenho frio
me enterro nas folhas,
sim como todos os animais,
que sentem como eu também ...
Folhas, avermelhadas, sobre tudo,
dai-me a segurança,
que eu busco em cada noite
ou também um vestido de morte,
caem sobre meu corpo cansado,
cego e sem vida, úmido e cinza,
folhas sobre carne fria,
más o orvalho da manhã me acorda duro ...