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Sinal Trinta

Exhumed

Signal Thirty

A fractured skull reveals the contents therein
As cerebrospinal fluid drips
Grey matter covers the VIN
Torsion leaves vertebrae ripped
The column impales the chest
Pleura is torn into bits
Organs are crushed and compressed
Last breaths gasp in bloody fits

Head to the scene
Grim and obscene
Blood and chrome gleam
Wrecks to transport
Deaths to report
Corpses to sort

The doomed assume a languid pallor
Blood pools in scraps of steel
Veins eject vital ichor as gas and claret congeal
The body has been threshed
Hematomas swell
A mass of charred flesh
Tangled mess of metal

Another violent death on the highway
Another life snatched by carelessness
Another bloody number in the toll
Another look upon the face of death

Signal thirty
The code that has a morbid meaning
Signal thirty
The code that comes after the screaming

Death plays an overture of torture
As the moans of the maimed are heard
Cries of pain and fear accompany
The catastrophe unfurled
The nauseating task of removing a life
That has passed before fruition
Telling the tragedy
A task that grows no less sad with repetition

Organs ablated in collision
Prolapsing onto the seat
Abdominal excision trickles onto the street
Extremities crushed and bound
Pinned within the crash
The humours come unwound from every weeping gash

Another violent death on the highway
Another life snatched by carelessness
Another bloody number in the toll
Another look upon the face of death

Signal thirty
The code that has a morbid meaning
Signal thirty
The code that comes after the screaming

Sinal Trinta

Um crânio quebrado revela seu conteúdo
Enquanto líquido cefalorraquidiano pinga
Massa cinzenta cobre o número do chassi
A torção dilacera as vértebras
A coluna impala o peito
A pleura é rasgada em pedaços
Órgãos são esmagados e comprimidos
Os últimos suspiros se esvaem em convulsões sangrentas

A caminho da cena
Sombria e obscena
Sangue e cromo brilham
Destroços para transportar
Mortes para reportar
Corpos para classificar

Os condenados assumem uma palidez lânguida
O sangue empoça em restos de ferro
As veias ejetam o líquido vital enquanto gasolina e sangue se coagulam
O corpo foi debulhado
Hematomas inchando
Uma massa de carne carbonizada
Uma bagunça de metal emaranhado

Outra morte violenta na estrada
Mais uma vida ceifada pela negligência
Mais um número sangrento no pedágio
Outro olhar no rosto da morte

Sinal trinta
O código com um significado mórbido
Sinal trinta
O código que chega depois da gritaria

A morte encena uma abertura de tortura
Enquanto os gemidos dos mutilados são ouvidos
Choros de dor e medo acompanham
A catástrofe que se desenrola
A tarefa nauseante de remover uma vida
Que se acabou antes de se concretizar
Informar a tragédia
Uma tarefa que não se torna menos triste com a repetição

Órgãos destruídos com a colisão
Prolapsando no assento
A excisão abdominal escorre para a rua
Extremidades esmagadas e amarradas
Presas dentro do acidente
Os humores se desfazem a partir de cada ferida supurada

Outra morte violenta na estrada
Mais uma vida ceifada pela negligência
Mais um número sangrento no pedágio
Outro olhar no rosto da morte

Sinal trinta
O código com um significado mórbido
Sinal trinta
O código que chega depois da gritaria

Composição: