exibições de letras 2.791

Poeta Falhado

Expeão

Letra

    Eu tive um sonhos em que vi
    Esses belos olhos negros.
    E tudo o que eu vivi
    Contigo são segredos.

    Vidros partidos, pratas usadas
    O sol brilhava nestas ilhas
    Mas já não brilha não há magia
    Polícia vem e ameaça
    A criança brinca com a pistola
    No bairro a sinagoga.
    O fumo afoga toda a magoa
    A raiva solta numa richa
    O sangue esguicha.
    A mente desconfia
    O olhar fixa no vazio
    Como segredo a sangue frio.
    A cada tiro de cada pistola
    O céu retira-se, como um papiro que se enrola.
    A vista universal chora
    Quando brilha, o sol da revolta
    No fio da ponta e mola
    Embriagados em notícias,
    Em imagens inéditas, apocalípticas.
    Esquecer as coisas belas vividas
    E chorar nas falésias místicas.

    Quero sentir que todo o esforço não foi em vão
    Fugir do sangue espalhado no chão.
    Quero fugir da arma, largar o drama
    Tentar limpar o karma, tocar a alma.
    Eu quero abrir as portas da precessão,
    E por um selo sobre o corte do meu coração.
    Que o vento sopre, agora é hora da minha morte.

    Eu tive um sonhos em que vi
    Esses belos olhos negros.
    E tudo o que eu vivi
    Contigo são segredos.

    Sonhei que andei no meio
    Dos sete castiçais de ouro
    Com doze criminosos
    Olhos como chamas de fogo.
    Olhei ao céu de novo e vi as almas do povo
    A serem elevadas ao som de palmas e trovoadas.
    O filho da madrugada reaparece
    O bem aventurado faz uma prece, por ti!
    Sofres-te tanto, neste antro
    Dizes que canto abensuado pelo espirito santo.
    Vivi, como o último dia morri pro mundo
    Longe do sangue e do mal
    Eu procurei o mais alto ideial
    Nunca encontrei em templos
    Igrejas com monumentos, queria respostas.
    Comi as hóstia, mas vomitei as orações faladas
    Como meras repetições vagas.
    Mas não sentidas, chorei por dentro
    Curei as feridas com o meu sal
    O mal, como uma sombra fatal.

    Eu tive um sonhos em que vi
    Esses belos olhos negros.
    E tudo o que eu vivi
    Contigo são segredos.

    O dia da morte é como oh juízo final
    Como um relâmpago, um armagedom pessoal.
    Ouvi os canticos de salomão que me acordaram
    Desci as escadas até ao portal
    .Alguém se esconde numa emboscada de madrugada
    Sua cara de terror de uma rusga polícial.
    Tiros que soltam em dias sombrios
    Balas falham álbuns
    Quem atingem sem abrigos, sem motivos testemunhas.
    Pj's sanguinários
    Faço uma oração nas ruas pelo pessoal que eu paro
    Na grande tripulação
    Estamos todos em delirio numa alucinação
    Eu ouço uma voz que grita, "alguém me ajude!"
    A rua cheia de putos rudes
    Na confusão eu vejo um amigo meu abaixado agarrado a barriga
    Apanhado desprevenido por uma bala perdida
    Enquanto falava ao telefone com a sua amada querida.

    Quero sentir que todo o esforço não foi em vão
    Fugir do sangue espalhado no chão.
    Quero fugir da arma, largar o drama
    Tentar limpar o karma, tocar a alma.
    Eu quero abrir as portas da precessão,
    E por um selo sobre o corte do meu coração.
    Que o vento sopre, agora é hora da minha morte

    Eu tive um sonhos em que vi
    Esses belos olhos negros.
    E tudo o que eu vivi
    Contigo são segredos.


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Expeão e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção