Todos Me Dicen
Me contó la mañana que estaba loco por ti,
que mi vida ya no me importaba;
Mediodía me tranquilizó y me dijo que ya te vería,
me sacó un poco de mi locura, me apegó un rato más a la vida.
todos me dicen.
La tarde no me dijo nada,
ni siquiera me miró a la cara.
La noche se marchó y susurrando me dijo:
(todos me dicen pero yo sigo sin estar a tu lado)
tranquilo, mañana te cegará el sol.
Todos me dicen"*
Pergeño una historia de amor solo por descerrajar
yo solito el corazón ¡chaval! es angustia existencial.
no se si atracar un banco o irme a desintoxicar,
¿para qué quiero el dinero? si todo me sienta mal.
Recuerdo un tiempo en que cazar:
no era malo era necesidad.
¡Niño saca ya la recortá!
que quedan muchos malos por matar.
Tú te crees que yo me invento
de qué color es el viento,
me lo encuentro por la calle
y siempre paro a hablar con él.
Y hace tiempo que no miento
y no pienso volverme atrás
si no puedo equivocarme: ponme riendas y un bozal.
Rutina empieza a molestar,
algún muro habrá que derribar.
Locura ya ha vuelto a por mí
yo la doy la mano y a morir, a morir.
Todos Me Dizem
Me contou a manhã que eu estava louco por você,
que minha vida já não importava;
Ao meio-dia, me tranquilizou e disse que já te veria,
me tirou um pouco da minha loucura, me prendeu um pouco mais à vida.
todos me dizem.
A tarde não me disse nada,
nem sequer olhou na minha cara.
A noite se foi e sussurrando me disse:
(todos me dizem, mas eu sigo sem estar ao seu lado)
calma, amanhã o sol vai te cegar.
Todos me dizem.
Pergeño uma história de amor só pra desabafar
eu sozinho no coração, cara! é angústia existencial.
Não sei se assaltar um banco ou ir me desintoxicar,
pra que quero dinheiro? se tudo me faz mal.
Lembro de um tempo em que caçar:
não era ruim, era necessidade.
Menino, pega logo a espingarda!
que ainda tem muitos ruins pra matar.
Você acha que eu invento
que cor é o vento,
me encontro com ele na rua
e sempre paro pra conversar.
E faz tempo que não minto
e não penso em voltar atrás
se não posso errar: me ponha rédeas e um focinho.
A rotina começa a incomodar,
algum muro eu vou derrubar.
A loucura já voltou pra mim
eu dou a mão e a morrer, a morrer.
Composição: Roberto Iniesta