395px

Pensamentos Ruins

Extremoduro

Malos Pensamientos

Las calles desbordadas de soledad
Musitan su canción de asfalto y humedad
La lluvia de gente cesó a las doce
Y los escaparates, a oscuras consumen la noche

La calle, helada, no deja de gemir
Susurra, me grita, me aleja más de ti
Y a través del cristal de mis gafas no entiendo
¿Qué coños tienes dentro?
¿Y a quién agobias tú?

Mi cerebro es asfalto
Mi rostro, cemento
Suda mi piel y lubrifica
Mis malos pensamientos

Ya no puedo caminar
Ya no puedo caminar
Repto desde hace tiempo
Repto desde hace tiempo
¡Ya no puedo caminar!
¡Ya no puedo caminar!

Las palabras forman
Grilletes de brillante hielo
Suda mi piel y lubrifica
Mis malos pensamientos

Ya no puedo caminar
Ya no puedo caminar
Repto desde hace tiempo
Repto desde hace tiempo
¡Ya no puedo caminar!

Las banderas de mi casa son la ropa tendía
En mi casa las banderas son los pájaro' sin amo
Y una chica que e' ligera, salta del bu' a la acera
En mi casa las banderas son de todos los colores
Son el amor y la lluvia en noches de luna lunera
En mi casa las banderas están hechas de agua pura
Son los duendes del parque que registran la' basura'
Las banderas de mi casa son la ropa tendía

Te acompaño un rato, amigo mío en tu camino (¡Ya no puedo caminar!)
En este cruce te dejo y me voy campo a través (¡Ya no puedo caminar!)
Por tus tierras; (Repto desde hace tiempo) unas fértiles, otras mal regadas
¡Ya no puedo caminar!
¡Ya no puedo caminar!

Pensamentos Ruins

As ruas transbordam solidão
Sussurram sua canção de asfalto e umidade
A chuva de gente parou à meia-noite
E as vitrines, às escuras, consomem a noite

A rua, gelada, não para de gemer
Sussurra, me grita, me afasta mais de você
E através do vidro dos meus óculos não entendo
O que diabos você tem dentro?
E a quem você sufoca?

Meu cérebro é asfalto
Meu rosto, cimento
Minha pele sua e lubrifica
Meus pensamentos ruins

Não consigo mais andar
Não consigo mais andar
Me arrasto há um tempo
Me arrasto há um tempo
Não consigo mais andar!
Não consigo mais andar!

As palavras formam
Grilhões de gelo brilhante
Minha pele sua e lubrifica
Meus pensamentos ruins

Não consigo mais andar
Não consigo mais andar
Me arrasto há um tempo
Me arrasto há um tempo
Não consigo mais andar!

As bandeiras da minha casa são as roupas estendidas
Na minha casa, as bandeiras são os pássaros sem dono
E uma garota que é leve, salta do bueiro para a calçada
Na minha casa, as bandeiras são de todas as cores
São o amor e a chuva em noites de lua cheia
Na minha casa, as bandeiras são feitas de água pura
São os duendes do parque que recolhem o lixo
As bandeiras da minha casa são as roupas estendidas

Te acompanho um tempo, amigo meu, no seu caminho (Não consigo mais andar!)
Neste cruzamento, te deixo e vou campo afora (Não consigo mais andar!)
Por suas terras; (Me arrasto há um tempo) algumas férteis, outras mal cuidadas
Não consigo mais andar!
Não consigo mais andar!

Composição: