Várzea Alegre, meu pedaço de chão
Onde o peito bate forte na cadência do baião
No Ceará onde morei, a lembrança é viva e clara
No aconchego bonito lá do sítio Caraíbas

Eu me lembro do riacho, o machado a correr
Lá no pé da serra velha onde o Sol ia nascer
Um banho de água limpa pra lavar o sofrimento
Ficou tudo guardado no baú do pensamento

E no açude Caraíbas, quanta história eu vivi
A juventude inteira que deixei por ali
Isso eu não vou esquecer

Meu sertão, quanta saudade do meu chão de barro
Onde o jogo de bola com os amigos era um sarro
Meu sertão, a adolescência que o tempo guardou
Do povo querido que Deus lá pro céu levou
A saudade machuca, mas me faz cantar
A terra bonita que eu sempre vou amar

A poeira da infância na lembrança ainda ferve
Correndo descalço no sertão de Várzea Alegre
Deixei gente querida que hoje mora com o Senhor
Mas sinto no vento o rastro desse amor

O tempo passou e me levou pra longe daqui
Mas meu coração nunca saiu do Cariri
Isso eu não vou esquecer

Meu sertão, quanta saudade do meu chão de barro
Onde o jogo de bola com os amigos era um sarro
Meu sertão, a adolescência que o tempo guardou
Do povo querido que Deus lá pro céu levou
A saudade machuca, mas me faz cantar
A terra bonita que eu sempre vou amar

Meu sertão, quanta saudade do meu chão de barro
Onde o jogo de bola com os amigos era um sarro
Meu sertão, a adolescência que o tempo guardou
Do povo querido que Deus lá pro céu levou
A saudade machuca, mas me faz cantar
A terra bonita que eu sempre vou amar

Para sempre eu vou te amar


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