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De Repente de Cá Pra Lá, Dirrepente Daqui Pra Lá

Fabinho Ribeiro

Letra

    Vai, menino, vai
    Leva essa prosa, abre fronteiras
    Na batucada do tambor da Tabajara
    Samba e canta o sonho de Madureira

    Chega mais eu, menino
    Vem ouvir os causos desse seu lugar
    Um cantador não bole com destino
    Mas põe asa na palavra pro mundo avoar
    Eram judeus fugidos da fogueira
    Pros canaviais de um recife holandês

    No toma lá dá cá da história brasileira
    Portugal mandou fugirem outra vez

    E foi cabra lá pras bandas
    Do Caribe e da Holanda
    Outros foram prisioneiros
    De piratas arengueiros
    Livrados da morte, se arribam para o norte
    E fundam a cidade que hoje chama Nova Yorque
    Lá tem a estátua também vinda do estrangeiro
    Todo povo tem um pouco do mundo inteiro

    Chega mais eu, menino
    Me arresponde esse repente
    A gente muda de lugar
    Ou o lugar muda da gente?

    Nesse verso azul e branco
    O poema da liberdade
    Pede teto ao sem abrigo
    Refugiados da tempestade
    Quem conta um conto nem sempre aumenta um ponto
    O cordel é minha arte
    Mas o samba é o estandarte
    Quem é Portela tem história em toda parte

    Composição: Charles Braga / Deo / Flávio Viana / Gustavo Henrique / Lula / Manu / Marquinhs do Pandeiro / Rafael Cavaliere / Renatinho Sete Cordas / Saintclair Cunha. Essa informação está errada? Nos avise.

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