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O Sul É o Meu Pais

Fábio de Oliveira

Letra

    Já montei em potro xucro, num pelado de rodeio
    De quebrar duas esporas e atorar as pernas do freio
    É coisa que eu acho lindo, um crinudo vindo aos berros
    Se batendo no meu mango e se cortando no meus ferros

    Não escolho pelo ou marca nem o lado pra chegar
    Ventana que corcoveia, aprende a me carregar
    Crinudo que se rebolca, eu faço ajoelhar na grama
    Se o diabo vem de a cavalo sou eu quem vai levar fama

    Rio Grande Rio Grande é um gaúcho que te diz
    Me deixa eu ir de a cavalo porque assim eu vou feliz

    Enquanto existir maleva que arraste os cascos no chão
    Também vai se ver gaúcho de rédeas firmes na mão
    Eu nasci pra ser ginete por favor não leve a mal
    Pois o meu rancho é um arreio lá no lombo dum bagual

    E quando eu não puder mais sujeitar potro no laço
    Eu quero encarar a morte, e sair com ela de braço
    Não tenho jeito pra santo, mas se eu for pro beleléu
    A eguada de São Pedro, eu vou ginetear lá no céu


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