Dulcamara
L'anima, si sa, ci piove su
E dà qualche vertigine, l'umidità,
Quel che resta é ruggine di gioventù
Che ci dormi sopra e non c'é più
E' un lavoro da tergicristalli
Finché dura e reggono le spazzole
Lucidiamo gli occhi a vecchie trappole
E tutto questo mi ricorda che
Le donne vogliono ridere
E gli uomini fanno ridere
Io riesco solo a sorridere
A malapena, sorridere
Ho un meccanico che é proprio un Dio
Sulla Cinquecento di un amico mio
Ci ha messo il motore di un aereo
L'hanno accesa ed é volata via.
Le donne vogliono ridere
E gli uomini fanno ridere
Così non basta sorridere
Non serve a niente, sorridere
Dulcamara
A alma, sabe como é, chove sobre nós
E dá uma certa vertigem, a umidade,
O que resta é ferrugem da juventude
Que dorme em cima e já não existe mais
É um trabalho de limpador de para-brisa
Enquanto dura e as escovas aguentam
Polimos os olhos em velhas armadilhas
E tudo isso me lembra que
As mulheres querem rir
E os homens fazem rir
Eu consigo apenas sorrir
Com dificuldade, sorrir
Tenho um mecânico que é um verdadeiro Deus
Na Cinquecento de um amigo meu
Ele colocou o motor de um avião
Ligaram e ela voou pra longe.
As mulheres querem rir
E os homens fazem rir
Assim não basta sorrir
Não adianta nada, sorrir