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A Terra de Ninguém

Facundo Saravia

La Tierra de Nadie

Donde retumban las voces, donde están los buenos aires,
Si hueles perfumadita a cemento y alquitranes.

Urbanizada señora nada te importa de nadie,
Corriendo tras el apuro nos perdemos por tus calles.

Baldosas de mil colores voy de vereda en vereda
Y paso a paso observando tu extraña naturaleza.

En una de tus esquinas me imaginaba un paisaje
Y me gritó el alboroto que esta es la tierra de nadie.

Por tus cien barrios porteños dicen que pasa la vida
Y entre tantos habitantes voy buscando una sonrisa.

Vives de acontecimientos de dichas y desencuentros
Y luchan sin tregua alguna esperanzas, desalientos.

No cabe ninguna duda que dios está en todas partes,
Pero hay muchos que lo han visto atendiendo en buenos aires.

En una de tus esquinas me imaginaba un paisaje
Y me gritó el alboroto que esta es la tierra de nadie.

A Terra de Ninguém

Onde ecoam as vozes, onde estão os bons ares,
Se você sente o cheiro de cimento e alcatrão.

Senhora urbanizada, nada te importa de ninguém,
Correndo atrás da pressa, nos perdemos pelas suas ruas.

Ladrilhos de mil cores, vou de calçada em calçada
E passo a passo observando sua estranha natureza.

Em uma das suas esquinas, eu imaginava uma paisagem
E o barulho gritou que esta é a terra de ninguém.

Por seus cem bairros portenhos, dizem que a vida passa
E entre tantos habitantes, vou buscando um sorriso.

Você vive de acontecimentos, de alegrias e desencontros
E lutam sem descanso, esperanças e desânimos.

Não há dúvida de que Deus está em toda parte,
Mas muitos o viram atendendo em Buenos Aires.

Em uma das suas esquinas, eu imaginava uma paisagem
E o barulho gritou que esta é a terra de ninguém.

Composição: